Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 27/10/2018
Às crianças, principalmente na Idade Média, possuíam um rótulo de saúde que estava atrelada ao ganho excessivo de peso. No entanto, esse modelo não pode ser mais assim compreendido, pois sabe-se hoje que esse aumento excessivo de massa corpórea pode acarretar problemáticas sérias para as crianças, como o aparecimento precoce de doenças. Entretanto, embora haja esse volume de informações, a educação alimentar desses indivíduos, sobretudo nessa era pós-moderna, é preocupante. Sendo reflexos causados pelo aparecimento de propagandas de alimentos não saudáveis, bem como a ausência de incentivos da família e do poder público na alimentação dos pequenos, tem sido desafios ao combate à obesidade infantil.
Em primeira análise, em plena era globalizada está ocorrendo transformações nos hábitos alimentares de algumas crianças, visto que vêm se alimentando mal em termos quantitativos e qualitativos. Fato que pode ser comprovado quando se menciona que 45% dos pequenos de 1 a 10 anos, segundo a empresa Milward Browm, não tomam café da manhã, pulam o almoço e 23% o jantar, alimentando-se nesse intervalo de produtos industrializados como salgadinhos e biscoitos.Nesse contexto, o aparecimento propagandas também incentiva a essa prática, pois a todo momento o público infantil é alvo de bombardeios de imagens com caricaturas de desenhos infantis ou bonecos que mais gostam, para aderir ao consumo, fazendo com que as crianças só achem legal os alimentos veiculados por essas indústrias alimentícia.
Ademais, sabe-se que o reflexo dos hábitos do adultos são refletidos nas crianças. Em vista disso, se a família possui hábito alimentar inadequado, criam na criança os mesmos costumes, contribuindo não somente para a obesidade do filho, mas também no aparecimento de doenças sérias como diabetes, hipertensão, além de, a longo prazo, afetar o psicológico, como o aumento de crianças depressivas e de autoestima baixa. Consonância a isso, o sedentarismo também contribui para esse crescente número de indivíduos obesos, pois não há incentivos significativos do Estado na prática de esportes ou até mesmo brincadeiras simples ao ar livre para esse público.
Portanto, percebe-se que precisa ocorrer a união entre a família e o Estado na alimentação e na educação físico-psíquica da criança. Para tanto, Cabe ao Estado através do Ministério da Educação, promover palestras nas escolas bem como a entrega de cartilhas contendo receitas de lanches saudáveis com a presença de estudantes e pais, além de incentivar a prática de esportes, para que possa ter adesão a hábitos saudáveis. Nesse viés, é cabível discutir no Supremo Tribunal Federal sobre a publicidade infantil e a sua atuação. Pois, saúde é quando o corpo e a mente são saudáveis.