Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 23/10/2018
Durante a Idade Média as pessoas com uma maior massa corporal, “gordinhas”, eram vistas como importantes, porque imediatamente se fazia uma ligação com pessoas de posse, já que a fome assolava aquela época. Vale destacar que hoje a obesidade é um problema mundial de saúde, mas o problema está alcançando uma faixa etária cada vez menor, o que torna a obesidade infantil uma dificuldade ainda maior para as políticas públicas, já que acarreta o aparecimento de doenças físicas e mentais.
Primeiramente, é importante verificar o quanto vem aumentando o número de crianças obesas no mundo, segundo o Sistema Único de Saúde no Brasil, de 2003 a 2016, o número aumentou em quase 15%, o que demonstram que os hábitos alimentares dos brasileiros estão cada vez mais sendo prejudicial ao próprio. O doutor Drauzio Varella avalia como uma doença não só física, mas também psicológica, essas crianças sofrem cada vez mais discriminação e desenvolvem problemas, como depressão, uma ansiedade maior para comidas e até mesmo o suicídio.
Além disso, a obesidade infantil está diretamente relacionado com o aparecimento de diabetes Mellitus do tipo 2, que antes atingia, de forma geral, pessoas acima dos 40 anos. O educador físico Márcio Atalla, junto a pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), realizaram estudos em cidades do interior do estado e comprovaram, através de intervenção prática e pesquisas, que para diminuir essas doenças é necessário investir na prática de exercícios físicos, visando o bem estar e a saúde.
Em vista dos fatos apresentados, fica explícito o quanto os hábitos saudáveis contribuem para um bem estar coletivo. O Governo brasileiro precisa investir, por meio de propagandas educativas, nos diversos meios de comunicação, como televisão, para alertar os prejuízos que o sobrepeso causam, também construir espaços públicos para prática de exercícios em diversos pontos das cidades, além de oferecer equipes médicas para auxiliar durante essa reeducação social. O financiamento desses projetos devem vir de empresas privadas, em trocam recebem isenção de impostos.