Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 25/10/2018
A Organização Mundial da Saúde - OMS evidencia a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. Nesse panorama, percebe-se que essa doença afeta todas as faixas etárias, inclusive a infantil, nesse contexto a publicidade que incita o consumo de alimentos nada saudáveis e a mudança de comportamento das crianças frente um cenário pós Revolução Técnico-Científica Informacional, perpetua tal situação.
Em primeira análise, cabe pontuar o pensamento do filósofo Karl Marx, que aborda que o sistema capitalista, por meio da publicidade , cria " fetichismos" sobre uma mercadoria, a fim de alavancar o consumo de tal. Nesse viés, são cada vez mais comuns propagandas de alimentos infantis virem atreladas com personagens de desenhos animados, reverenciados por esse público. Diante disso, nota-se que o caráter persuasivo de aderência a essa mercadoria é maior, visto que as crianças não apresentam um discernimento crítico frente a esse quadro, acompanhada pela necessidade dos pais em atender os anseios dos filhos, deixam que eles consumam produtos com altos teores de gorduras e sódio, que contribui efetivamente para a obesidade. Consequência disso, é o crescente número de pré-adolescentes com excesso de peso no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, uma em cada cinco crianças está com corpulência no país. Dessa forma, vê-se que adiposidade já é uma realidade nessa faixa etária, e configura-se apenas como um dos inúmeros impactos advindos por ela.
Ademais, convém frisar a ressignificação de brincadeiras infantis na era tecnológica, que contribui para o sedentarismo dos garotos. Segundo o filósofo Max Horkheimer , a tecnologia não só alterou a relações trabalhistas,mas também culturais,de maneira análoga, brincadeiras que outrora recorrente no meio social, como: pega-pega, pique-esconde e amarelinha, que de forma lúdica estimulava a prática de atividades físicas nessa faixa etária, estão sendo substituídas por jogos condicionados em tablets, celulares e computadores, não exigentes de nenhum esforço corporal para executá-los, somada uma alimentação calórica,são ingredientes para obesidade seguida de diabetes e hipertensão, pois segundo a OMS, essas doenças têm uma relação intrínseca com a deposição de gordura no corpo.
Fica claro, portanto, o imenso desafio ceifar a obesidade nos pré-adolescentes. Dessa maneira, o Ministério da Saúde pode criar um órgão fiscalizador de propagandas de alimentos infantis, a fim de coibi-las quando incitarem de demasiado o consumo de tais produtos. Outrossim, as escolas podem elaborar palestras ministradas por educador físico e um nutricionista com os alunos e pais desses, a fim de dar dicas de elaboração de refeições sadias e também de exercícios físicos que podem ser feitos em qualquer lugar. Assim, aplicação desses pontos serão eficazes no combate na adiposidade infantil.