Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/10/2018
Apesar dos movimentos emergentes que pregam a valorização e autoaceitação do seu próprio corpo, a obesidade caracteriza-se por um problema de saúde grave, podendo levar o indivíduo até a morte. Esta questão é multifatorial e atinge, principalmente, as crianças. Porém, um dos principais problemas é o “barateamento” dos ultraprocessados e o sedentarismo. Sendo assim, a melhor forma de diminuir o caso seria alterar a política de tributação de certos alimentos e o incentivo dos esportes.
De acordo com o veículo de informação Vox, em pesquisa realizada sobre obesidade infantil no mundo, os países latino-americanos tendem a aumentar o número das taxas de sobrepeso em detrimento da sua condição econômica e social. O Brasil, por exemplo, chegou a pontuar quase 30% de crianças obesas. Este número é reflexo da acessibilidade de alimentos não saudáveis, que poderiam receber sanções para amenizar o problema, como o México fez ao aumentar 15% nos impostos desses alimentos e diminuir em hortaliças, frutas e grãos.
Outrossim, soma-se esses problemas ao sedentarismo, que atinge de maneira preocupante comunidades carentes e interioranas. O programa Bem Estar mostrou em apresentação os efeitos negativos da falta de construção de unidades esportivas em certas áreas do Brasil, ao afirmar, por exemplo, que estas localidades são as mais afetadas com sobrepeso e o risco de infarto. É preciso destacar que a obesidade traz riscos para os cidadãos e gastos para o governo, e isto poderia ser mudando na alteração gradativa dos gastos públicos em saúde e prevenção.
Dessarte, devido à problemática da obesidade infantil, cabe ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão alterar de maneira sucessiva as tributações de alimentos ultraprocessados, a fim de impactar numa escolha de alimentos mais saudáveis pelos cidadãos. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Social, utilizando de verbas públicas, poderia decretar construções de unidades esportivas, para combater o sedentarismo, resultando na diminuição do problema e o aumento da qualidade de vida.