Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 26/10/2018
A má alimentação, ou seja, ingestão de uma dieta rica em carboidratos, lipídios e açúcar, principalmente na infância ocasiona em uma elevação do número de adipócitos. Esse aumento é nomeado como hiperplasia do tecido adiposo e acomete muitas crianças, o que amplia as chances dessas serem obesas. Todavia, mesmo com tal condicionante biológico, a obesidade infantil ainda é menosprezada pela população, que não vê a gravidade do problema. Essa enfermidade adquiriu o título de epidemia em escala mundial e tal conjuntura é causada tanto pela displicência dos pais, quanto pela ausência de atividades físicas na rotina das crianças da geração atual.
A priori, é pertinente inferir que o fato dos pais não se preocuparem tanto com a alimentação dos seus filhos, ainda na infância, agrava o problema da adiposidade infantil. Muitos genitores, devido a suas rotinas cansativas, abdicam de uma dieta saudável para suas crianças e optam por refeições com muitos alimentos industrializados e de fácil preparo - os fast foods. Esse tipo de comida é rica em gorduras trans, que,apesar de prolongarem a validade do produto, são muito prejudiciais a saúde e podem acarretar em doenças como a diabetes, hipertensão, colesterol alto e, concomitantemente, obesidade, que hoje assume uma porcentagem de 8,4% da população.
Ademais, a carência de práticas esportivas por parte dos menores é preocupante e expande a obesidade infantil para índices ainda maiores. Progressivamente mais jovens têm trocado a bola por um celular, ou seja, muitas crianças têm priorizado às tecnologias em detrimento das atividades físicas e, esse comportamento, aumenta a chance de obesidade infantil. O sedentarismo acomete muitas crianças e é danoso, visto que sem atividades físicas não há gasto de energia e, concomitantemente, não haverá quebra dos carboidratos na respiração celular, o que os tornará apenas uma reserva energética.
Destarte, torna-se evidente que a obesidade infantil é extremamente grave e pode ser prevenida com uma boa alimentação desde cedo. Portanto, é necessário que o Ministério da Fazenda, principal executor da política fiscal, facilite o acesso à comidas orgânicas, por meio da diminuição da carga tributária de pequenos agricultores. Com essa ação, os alimentos naturais serão mais comuns nas refeições dos brasileiros. Aliado a isso, o Ministério dos Esportes, órgão responsável por construir uma Política Nacional de Esporte, deve facilitar o acesso à prática de atividades físicas pelas crianças e jovens, por intermédio de eventos semanais como jogos públicos e gincanas, além de mais competições. Com essa atitude, os exercícios corporais farão parte da vida dos menores e assim evitarão a hiperplasia do tecido adiposo, ou, futuramente, a obesidade infantil.