Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 27/10/2018

O comportamento alimentar da sociedade mudou muito nos últimos anos em virtude da falta de tempo que requer uma alimentação rápida e pouco saudável. Todavia, essa realidade atingiu as crianças que acabam sendo ainda mais prejudicadas devido ao contato precoce com industrializados. Tal aspecto pode ser explicado pela publicidade exacerbada e o descaso familiar.

Deve-se pontuar, de início, que as propagandas de gêneros alimentícios prezam mais pelo lucro que pela saúde. Nesse sentido, faz-se referência à estratégia desenvolvida pela empresa Garoto com o comercial ‘‘Compre Batom’’, que apela para o consumo. Consequentemente, os jovens que têm mais acesso aos meios de comunicação acabam por modificar seus hábitos alimentares com base no que observam nas mídias televisivas. O problema é que a criança é estimulada a experimentar esses produtos e é nesse cenário que a obesidade começa a se desenvolver.

Em segunda análise, o papel da família na educação alimentar é muito importante. Como afirma o filósofo Mario Cortella, a tarefa de educar é da família e não da escola. Partindo desse pressuposto, os pais negligenciam a função de conduzir os filhos a uma alimentação e uma vida saudável. De tal modo, os jovens desenvolvem obesidade por não terem tido acompanhamento dos pais, mas sim, apenas da escola.

Infere-se, portanto, que a condição de sobrepeso afeta muitos os jovens contemporâneos. Logo, cabe ao Ministério da Saúde promover eventos com pais e mães por meio do intermédio de médicos e psicólogos especializados na área infantil. Além disso, exigir que as empresas adotem campanhas publicitárias mais saudáveis e sem redirecioná-las às crianças. Dessa forma, talvez, o problema seja amenizado.