Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 29/10/2018

As altas taxas de obesidade infantil, registradas pela OMS,se encontram em países de dimensões continentais, como é o caso do Brasil e dos EUA. É visível que essa questão envove várias esferas sociais, desde a saúde publica até o âmbito familiar e se não tratada, pode prejudicar ainda mais a saúde dos jovens e das crianças, acarretando outras doenças graves, como diabetes e hipertensão.

Em primeiro plano, é importante evidenciar o papel da Revolução Verde, que auxiliou na rapidez e praticidade na prestação de serviços agrícolas. Essas características formam também o perfil da alimentação por “fast-food”, muito consumidos por crianças, tendo em vista a alta propaganda feita e o grau de persuasão que essas adquirem. Como consequência da grande quantidade de gorduras embutidas nessas comidas, a qualidade alimentar desse público fica reduzida e pode causar inúmeras patologias mais graves, como foi exemplificado no documentário “A dieta do palhaço”.

Além disso, vale ressaltar a importância dos alimentos orgânicos na construção de uma dieta balanceada e nutritiva, visto que eles são livres de agrotóxicos e repõe dos aminoácidos essenciais para o organismo. O pouco investimento do Brasil em técnicas saudáveis de produção acarreta índices consideráveis de obesidade infantil, alcançando quase 20%, de acordo com a OMS. Em contrapartida, tem-se a Dinamarca, cuja agricultura é majoritariamente pautada nas comidas orgânicas e possui baixas taxas relacionadas à problemática. De fato,percebe-se que a melhoria no setor agrário afeta diretamente na qualidade de vida e de saúde da população brasileira, sendo necessárias algumas transformações urgentes.

Por conseguinte, a fim de minimizar a problemática da obesidade, é importante que o governo federal juntamente com o Ministério da Agricultura promovam políticas de facilidade de acesso à produtos orgânicos, com o barateamento desses e concedendo créditos a agricultores para que a produção sem agrotóxicos aumente vertiginosamente. É interessante também que as escolas infantis adicionem esses produtos mais saudáveis nos cardápios para ajudar na saúde das crianças.Assim, teremos uma juventude melhor e com hábitos alimentares mais balanceados.