Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/10/2018
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é o acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal que pode atingir graus capazes de afetar a saúde. Devido a uma falha estatal, essa condição tem sido realidade crescente para as crianças no Brasil. Para melhor compreensão do tema, uma análise sobre o capitalismo e a falha educacional se faz necessária.
A priori, uma averiguação sobre o capitalismo torna-se indispensável. De acordo com Karl Marx, o capitalismo é um modelo econômico baseado no lucro extraído pela exploração dos donos dos meios de produção sobre aqueles que vendem sua força de trabalho. Sob esse viés, essa relação de dominação também se expressa sobre o público infantil, à medida que, o objetivo de enriquecer se sobrepõem a sua saúde, já que, a publicidade é utilizada, sem nenhuma restrição estatal, para estimular o consumo de comidas conhecidas como ‘‘fast food’’. A exemplo disso, desenhos, comerciais de televisão e estabelecimentos que associam hamburguer, pizza e batata frita com bonecas, carrinhos e jogos. Dessa forma, o capitalismo constitui um dos desafios para o combate à problemática.
Outro fator a ser observado é a falha educacional. Isto é, a escola, muitas vezes, se limita a ensinar os alunos sobre matérias formais como português e matemática, negligenciado outros assuntos importantes para sua formação como cidadão. Nesse sentido, o ensino sobre a alimentação é perdido, resultando em pais e filhos desinformados sobre os perigos causados pela má alimentação. Ademais, a precariedade do ensino da educação física torna-se nocivo à medida que esse, é visto como desnecessário, sendo apenas um caminho para a busca de padrões, ao invés de ser reconhecido como medida de saúde. Assim a falha educacional é um obstáculo para erradicar o ciclo da obesidade infantil.
À luz do exposto, o Estado não possui medidas para evita a obesidade infantil. Portanto, cabe ao Poder Legislativo, criar leis que regulamentem a publicidade sobre as crianças, proibindo a associação de comidas com brinquedos em todo o território nacional, a fim de desconstruir a necessidade de comer lanches prejudiciais a saúde influenciados pela publicidade. Além disso, o Ministério da Educação deve criar uma parceria das escolas com grupos de nutricionistas, para disponibilizar, gratuitamente, aplicativos de celular com sugestões de comidas, enfatizando os benefícios de alguns alimentos e os perigos de outros, explicitando o que não deve faltar na dieta infantil. Outrossim, projetos culinários abertos ao público devem ser feitos por professores, nas escolas, juntamente aos alunos para que esses possam explicar sobre alguns pratos que podem ser gostosos e saudáveis, estimulando assim o envolvimento do aluno e o conhecimento sobre essa área, visando a erradicação do impasse. Dessa forma, uma sociedade com crianças saudáveis deixará de ser utopia no Brasil.