Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 01/11/2018

A obesidade infantil é um infortúnio gravíssimo em nossa sociedade. Segundo dados do ministério da saúde, 1 em cada 3 crianças brasileiras, entre 5 e 9 anos de idade, está com excesso de peso, além de que 8,4% dos adolescentes são obesos, de fato, isso é um problema. A principal questão, porém, é a falta de informação apresentada nos debates acerca do tema, e a forma que deve ser tratado tal problema, pois, somente a própria família poderá ajudar na conscientização de quem passa por isso.       Antes de tudo, deve ser analisado os motivos da obesidade infantil ter se transformado em um problema tão grave. Segundo estudos da OMS (organização mundial da saúde), em 4 décadas (1975 a 2016), os índices de obesidade infantil cresceram de 0,7% para 5,6% entre as meninas, e de 0,9% para 7,8% nos meninos. Tal fato, ajuda a ilustrar a causa do problema, que é o acesso a comidas de baixa qualidade a um custo baixo.

Mas, ao contrário do que muitos pensam, é um erro buscar a resolução desse problema pelo Estado. Com o fim de conscientizar as crianças em sala de aula, o deputado Evandro Roman (PSD/PR), criou a Frente Parlamentar Mista de Combate e Prevenção da Obesidade InfantoJuvenil, o problema de se discutir em sala de aula, porém, é outro: o bullying. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE (instituto Brasileiro de geografia e estatística), que media os comportamentos de risco, bullying, agressões e ferimentos, atividade física e relacionamento com os pais, mostrou que essas ocorrências eram mais frequentes em alunos autointitulados muito gordos. Isso nos revela que, jovens já sofrem pelo fato de serem acima do peso, e uma tentativa de “conscientização pública” poderia atenuar as ofensas desferidas sobre eles.

Dessa maneira, a única alternativa para tentar amenizar o problema, e ao mesmo tempo conscientizar sobre, é, a ação voluntaria dos pais. Assim como o cigarro, muitos dos obesos são viciados, ou seja, apenas uma simples campanha de conscientização não surgiria efeito. A maior parte dos que pararam de fumar, interromperam o vício, pois ou eles mesmos ficaram doentes, ou algum familiar próximo, logo, a real causa de dependentes pararem de comer, vai ser somente quando eles tiverem sua saúde em risco gravíssimo, tornando assim o diálogo com a família a única forma de, sentimentalmente, convencer o obeso.

Obviamente esse método demandaria muito mais tempo, na verdade, é impossível fazer qualquer previsão. Mesmo após da conscientização, haveria alguns casos de obesidade derivados de outras causas. Em suma este processo pode não ser o mais efetivo, mas, com certeza é o mais natural.