Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/10/2018
Ao longo do século XVlll, a corrente iluminista já propunha a redenção do ser humano pela ampliação do uso da razão. Partindo desse pressuposto, o qual trouxe o desenvolvimento do bom senso para o bem comum a uma sociedade ainda repleta de obstáculos, como os desafios do combater a obesidade infantil no Brasil, que tem por consequência a incapacidade social de exercer esse ideal. Em razão disso, refletir sobre esse empecilho permite reconhecer desafios como o fato social relacionado ao sedentarismo e a alimentação irregular que gerará, por conseguinte, uma geração mais doente. A priori, ao avaliar os desafios do combate a obesidade infantil, destaca-se como impulsionador do problema o fator ligado ao sedentarismo e a alimentação irregular das crianças. Nesse ínterim, de acordo com a obra ´´As regras do método sociológico´´, de Durkheim, o fato social exerce uma coerção sobre os indivíduos, no qual induz a uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Análogo a essa linha de pensamento, observa-se que esse encadeamento da obesidade nos jovens é fruto de uma modo de vida cada vez mais rotineira à meios eletrônicos como videogames e internet, diminuindo assim o tempo das crianças a brincadeiras e esportes físicos. Além disso, enquadra-se como agravante o modo alimentar prejudicial à saúde, gerado pela industria alimentícia, como os fast-foods que possuem alto teor calórico. A posteriori, ao refletir sobre a obesidade infantil, por um prisma alusivo ao pensamento iluminista, entende-se que, de fato, uma sociedade só progride quando existe a mobilização pelo bem comum. No entanto, nesse ambiente vivido em função dos fatos já supracitados, percebe-se que esse ideal não é integrante no território brasileiro. Nesse cenário futuro, essas crianças obesas podem consolidar uma geração de pessoas com problemas de saúde, como diabetes, colesterol alto e doenças cardiovasculares. Tendo em vista essa realidade, estima-se que cerca de 5,5% da população será de crianças obesas até o ano de 2025. Referente a isso, convém ressaltar que como expôs o pensador Confúcio,´´não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros´´. Destarte, evidencia-se que medidas cabíveis devem ser tomadas em virtude dos fatos mencionados. Faz-se mister a responsabilidade compartilhada entre as instituições educacionais e o Estado, de modo a cooperar para mitigar os desafios do combate a obesidade infantil no território brasileiro. Logo, cabe às escolas educar as crianças a uma alimentação mais saudável e ,também, a atividades físicas. Desse modo, por meio de incentivo à atividades físicas e palestras por parte de nutricionistas, com o intuito de desconstruir essa estimativa já citada. Outrossim, ao Estado, por sua vez, cabe destinar verbas para a construção de praças esportivas, o que influenciará as crianças a um habito de vida mais saudável.