Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 30/10/2018

A Terceira Revolução Industrial introduziu no mundo intensas modificações que proporcionaram o aumento das velocidades de consumo e produção, fatores que caracterizam a sociedade atual. Entretanto, essas transformações contribuíram para o aumento dos desafios no combate à obesidade infantil, tendo em vista o incentivo à má-alimentação, como é o caso dos “fast-foods”, que representam uma refeição rápida e calórica. Logo, é de suma importância que o assunto seja posto em pauta no Brasil, tendo em conta as consequências para a saúde dos indivíduos.

Primeiramente, é notável que o consumismo da sociedade contemporânea é um dos principais fatores no que tange à obesidade infantil, assim como mostra Zygmund Bauman ao pronunciar a frase “consumo, logo existo”. Nesse contexto, inserem-se os “fast-foods”, alimentos extremamente calóricos e que são a marca do mundo pós-moderno, posto que representam a rapidez e a lógica do processo produtivo que introduz o desejo por meio de propagandas. Na medida em que a criança sente-se atraída pelos anúncios associados a brindes e cores vibrantes, cria-se o mau hábito alimentar que pode culminar no sobrepeso, o que evidencia a urgência por medidas que combatam esse obstáculo.

Por conseguinte, como resultado do consumo de “fast-foods” que acompanha a Terceira Revolução Industrial, há o risco do desenvolvimento de problemas de saúde entre as crianças que apresentam tendências à obesidade. Uma vez que a alimentação segue um padrão desregrado, permeado por alimentos ultra processados, o jovem pode desenvolver quadros como diabetes e problemas cardíacos que o acompanharão até a vida adulta. Dessa forma, é evidente a necessidade de mudanças, haja vista que, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 7,3% das crianças menores de 5 anos estão acima do peso e, portanto, sujeitas às doenças citadas.

Afere-se do exposto, portanto, que medidas devem ser tomadas para acabar com os desafios no combate à obesidade infantil. Em primeiro lugar, as escolas devem incentivar a boa alimentação por meio de atividades interativas e jogos, como um sistema de recompensas, que, além de despertarem o interesse da criança para uma refeição saudável, mostrem os malefícios do “fast-food”, de modo a assegurar um bom padrão alimentar. Além disso, o Ministério da Saúde deve promover a educação a cerca dos riscos da obesidade infantil, por intermédio de palestras em bairros para pais e filhos que mostrem as consequências a curto e longo prazo para, enfim, acabar com a cultura da má-alimentação.