Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 31/10/2018

A alimentação é algo indispensável para manutenção da vida, entretanto, quando consumidos alimentos de má qualidade nutricional e em excesso, poderá gerar sobrepeso. O Brasil vem sofrendo com a obesidade infantil, é válido salientar que os motivos desse quado alarmante estão relacionados a péssima alimentação das crianças, impulsionadas pela mídia, e o sedentarismo devido a falta de espaços públicos de qualidade para prática esportiva, além do descuido dos pais nos dois casos. Esse é um problema de saúde púbica, visto que, crianças obesas possuem maiores chances de desenvolverem doenças crônicas.

Dessa forma, os meios de comunicação são uma forte ferramenta de fomento para as crianças, já que elas possuem pouco senso crítico. O método mais utilizado é o uso de personagens de desenhos animados estampados em refrigerantes ou um boneco em pequena escala oferecido como brindes nos lanches, como é o caso do Mc Lanche Feliz do Mc Donald’s, rede de fast-food. Com isso as crianças pressionam seus pais em busca de obter esse tipo de alimentação, e devido a vida atribulada da população, eles evitam o conflito e acabam sucumbindo ao desejo dos seus filhos.

Ademais, a carência de locais seguros e gratuitos para realização de exercícios físicos, aliado a falta de tempo dos pais ocasionado pela elevada carga de trabalho imposta pelo capitalismo, fazem com que as crianças sejam sedentárias. A junção da má alimentação a falta de atividade física é um estilo de vida que poderá ser catastrófico para a saúde.

Sendo assim, o resultado de todo esse contexto será 11,3 milhões de crianças obesas até 2025, de acordo com uma matéria publicada pela BBC Brasil sobre o tema. Isso pode gerar nos pequenos dificuldades do sono, hipertensão, diabetes e problemas respiratórios, tanto em fase pueril quanto na adulta, elevando os gastos públicos em saúde e que podem ser evitados por ações práticas.

É necessário, portanto, agir de duas maneiras no combate a obesidade infantil. Primeiramente, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde devem criar um plano nacional de educação alimentar, aplicado nas escolas desde primeiros anos da vida escolar, tal iniciativa incentivaria as crianças a terem hábitos de alimentação saudáveis e a prática de exercícios físicos. Em segundo lugar, é fundamental que o Ministério das Cidades ajude os municípios com verbas para construção de praças e quadras poliesportivas para o uso da população, reduzindo o sedentarismo. Tudo isso é de grande valia para a redução de gastos do governo com a obesidade e seus consequências, e também para a formação de um país mais saudável.