Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/10/2018
De acordo com o filósofo grego, Epicuro, a filosofia tinha a função de ensinar as pessoas a interpretar corretamente seus impulsos físicos e, domina-los. Logo, comer menos, por exemplo, é uma forma de autocontrole. Entretanto, no ritmo acelerado da vida moderna e sistema capitalista, a obesidade tem aumentado principalmente no meio infantil, apresentando consequências negativas à saúde e vida social. Nessa perspectiva, cabe avaliar quais os desafios que interferem no combate.
Em primeira instância, é perceptível que, após a Revolução Industrial, com os aumentos das demandas do cotidiano devido ao trabalho, refletiu-se nas mudanças dos hábitos alimentares. Haja vista que, a sociedade tem se alimentado com maior frequência em “fast food” pertinente da facilidade e precisão. Porém, a mídia também se faz responsável diante desse cenário com as propagandas que anunciam sobre alimentos industrializados, ascendendo, então, os desejos infantis e consumo exagerado desses alimentos, no qual seja um dos maiores desafios atual desse viés.
Em outra análise, é notória a atuação do avanço tecnológico hodiernamente. A respeito disso, as crianças passam mais tempo conectadas aos aparelhos eletrônicos ao invés de praticar atividades físicas, contribuindo para a expansão da quantidade de sedentários; consoante a isso, geram-se graves doenças – cardíacas e diabetes- consequentemente. Por fim, a obesidade também resulta a problemas sociais e emocionais (bullying e depressão) devido ao “padrão de beleza” imposto no campo social, de modo que, seja um desafio constante a combater-se.
Portanto, é fundamental que a mídia reformule as estratégias de marketing, com propagandas que influencia o público alvo a uma alimentação saudável. Infere-se também, a importância dos pais em limitar o uso de tecnologias diariamente, por exemplo, 1 hora o dia, com o intuito de usarem o tempo livre com exercícios físicos, mas buscando também saber quais esportes mais apreciam para que tenham mais vontade de pratica-los, reduzindo então a sedentariedade. Ademais, uma reeducação alimentar torna-se relevante como forma de autocontrole, como disse o filósofo. A partir dessas ações, espera-se promover hábitos mais saudáveis e o combate à obesidade.