Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/11/2018

Brincando com Comida

O Estatuto da Criança e do Adolescente garante o direito à alimentação digna e rica em nutrientes. Em contrapartida, as taxas de obesidade infantil só crescem com o passar dos anos, demonstrando, dessa forma, uma falha na prática das leis que protegem os infantes. Os maus hábitos alimentares são, inclusive, grande motivo de preocupação entre os profissionais de saúde, visto que inúmeras doenças então intimamente ligadas a eles.

Antes de mais nada, é importante pontuar o papel de dois agentes fundamentais na formação dos indivíduos, que são a família e a escola: educar. Kant dizia que o homem nada mais é do que o resultado de sua educação. A alimentação é, entre outros, um dos seus resultados. É perceptível que há negligência por parte desses pilares em relação ao que as crianças ingerem. Isso pode ser explicado pela praticidade de alimentos congelados e fast foods frente à correria do século XXI e, até mesmo, à falta de interesse dos menores em legumes e verduras.

Além disso, nos últimos anos, o número de jovens hipertensos aumentou, representando cerca de 10% da população entre 25 e 34 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. A hipertensão arterial sistêmica, entre outros problemas cardiovasculares e a diabetes são consequência de fatores como má alimentação e sedentarismo, que são também precursores da obesidade. Ademais, problemas psicológicos como depressão e bulimia podem ser desencadeados. A série “Insaciável”, da Netflix, retratou a história de uma menina que, pelas dificuldades de uma infância obesa, sofreu bullying e desenvolveu anorexia nervosa.

Infere-se, portanto, a necessidade de ações para o combate da obesidade infantil no Brasil. Urge que o Ministério da Educação promova a ação de campanhas nas escolas para uma reeducação alimentar, por meio de cartilhas demonstrando os ricos de uma má alimentação e possibilitando que os professores sejam capacitados a ensinar seus alunos. É necessário, também, um trabalho em conjunto ao Ministério da Saúde para que haja uma reformulação da dieta dos alunos nos refeitórios, por meio do trabalho de nutricionistas. Os pais possuem dever de educar os filhos desde cedo, podendo buscar, por meio de pratos mais coloridos, despertar o interesse das crianças em uma refeição mais balanceada. Por este meio é possível que se evite problemas futuros aos pequenos.