Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/11/2018

A má alimentação é um problema de múltiplas causas, como publicidade abusiva (sobretudo a crianças) e a falta de fiscalização das leis. Consequentemente, o número de doenças relacionadas à carência de uma nutrição saudável tem aumentado, principalmente a obesidade. Dessa forma, observa-se que a alimentação irregular e o sobrepeso da população brasileira são alguns dos maiores desafios da saúde pública.

Em primeiro lugar, nota-se que as propagandas voltadas ao público mais jovem podem influir nos hábitos alimentares, podendo alterar, consequentemente, o desenvolvimento físico e a saúde das crianças. Além disso, as indústrias utilizam-se de veículos midiáticos para divulgar seus produtos. Essa prática, que sustenta a lucratividade capitalista, estimula o consumo de alimentos ultraprocessados, induzindo a população a considerá-los mais saudáveis, com qualidade superior aos demais e frequentemente associá-los à imagem de bem-estar, felicidade e sucesso. Tal fator, demonstra o quanto as ações predatórias capitalistas estimulam o consumo de alimentos que contribuem para uma péssima alimentação e, consequentemente, para o aumento da obesidade infantil.

Em consequência das ações predatórias das indústrias, vemos a todo instante a falta de regulamentação específica para alimentos. Tal realidade revela que ainda que exista a proibição da publicidade abusiva (direcionada à criança), prevista no Código de Defesa do Consumidor (CDC) desde 1990, a falta de regulamentação específica para alimentos prejudica a efetivação da lei. Observa-se, portanto, que os órgãos de fiscalização ainda não possuem força suficiente para colocá-la em prática, sobretudo por conta da grande pressão das associações da indústria e de publicidade. Assim, por falta da fiscalização da lei, crianças alienadas, com tais propagandas, colocam sua vida em risco por não possuírem consciência de que alimentos industrializados podem fazer mal para saúde.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a boa alimentação e a saúde da população brasileira. Destarte, é preciso que o Ministério da Saúde em ação conjunta com as escolas, institua uma dieta mais rica em alimentos naturais nas instituições de ensino, além de incentivar o cultivo de hortas nas próprias escolas, pelos alunos. Além disso, é necessário uma educação alimentar com a ajuda de nutricionistas e profissionais adequados, dentro das escolas. Ademais, a mídia deve alertar sobre os riscos que os alimentos gordurosos e hipercalóricos possuem, deixando assim de fazer um papel apenas publicitário em relação aos fast-foods. Quem sabe assim, alcançar-se-á diminuição ou até a erradicação da obesidade infantil.