Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 03/11/2018
Com o advento do capitalismo e as várias inovações ocorridas a partir no século XX, como o desenvolvimento da internet , inicialmente uma ferramenta militar americana de comunicação durante a Guerra Fria, as noções de relações pessoais e tempo sofreram grandes modificações, tornando-se cada vez mais rápidas e fluidas, as quais alteraram as interações sociais, trabalho e hábitos alimentares. No Brasil contemporâneo,a obesidade infantil representa uma consequência da influencia de tais processos e uma ameça ao bem estar ao social, a qual deve ser enfrentada de forma mais organizada pela sociedade. Isso se evidencia não só pela alimentação, como também pelo sedentarismo.
Em primeira análise,pode-se dizer que os hábitos alimentares modificaram-se com a agitação da vida moderna, alimentos de fácil e rápido preparo,fast food e processados, encontram-se frequentemente na mesa de muitas famílias brasileiras, de acordo com pesquisas do portal G1. Dessa forma, como consequência da constante oferta, a paisagem sensorial da criança é moldada e mostra-se mais receptiva aos produtos alimentícios da evolução industrial,os quais são pobres nutricionalmente, ricos em açúcares e sódio, e podem desencadear o sobrepeso e outras doenças, como diabetes e hipertensão.Destarte, analogamente à primeira lei de Newton, é possível afirmar que a nova alimentação funciona como uma força inercial e impede a transposição da problemática, necessitando de uma ação para sua efetiva mudança de estado.
Outrossim, com difusão da internet e posterior globalização, processo ligado ao avanço nos meios de comunicação, houve uma difusão da tecnologia e formas de entretenimento. Posto isto, a atual geração de jovens e crianças está intrinsecamente conectada ao mundo virtual, a qual o excesso infelizmente condiciona o lazer às telas de computadores e celulares, levando à supressão de atividades físicas e ao sedentarismo, outro agravante da obesidade. É, por conseguinte, nociva a ideia de que com os avanços tecnológicos e facilidades proporcionados pelo século XX, os futuros cidadãos tenham sua qualidade de vida ameaçada pelas inovações contemporâneos.
O sobrepeso infantil representa, portanto, uma ameaça concreta ao bem estar e harmonia da sociedade. Nesse sentido, é imperativo que o Ministério da Educação, juntamente com as escolas, deve educar as crianças quanto às causas e consequências desse mal da atualidade, por meio de campanhas, debates e atividades presenciais, com cartilhas, exposições informativas, rodas de conversa com profissionais da saúde e brincadeiras lúdicas. Espera-se, assim, atenuar e transpor a presente situação inercial da problemática.