Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 03/11/2018
A obesidade é caracterizada pelo acúmulo exacerbado de gordura corporal, fator presente nas crianças, sendo estabelecida de acordo com o IMC - Índice de massa corporal. Nessa perspectiva, é acentuada pelo consumo alimentício inadequado, associado ao sedentarismo, suscitando o desenvolvimento de doenças subsequente.
A priori, a sociedade vigente, marcada pela falta de tempo torna-se dependente de uma alimentação rápida, e em sua maioria, prejudicial a saúde. É tácito que, devido a correria presente no dia-a-dia e a influência do tempo, os pais possuem menor disponibilidade para a preparação das refeições dos filhos, sendo rotineiramente levado ao consumo de “fast foods”, marcados pelo alto teor de gorduras e açúcares. Além disso, outro fator contribuinte, é perceptível a constante presença midiática, responsável precocemente pela exibição atrativa desses alimentos, costumeiramente acompanhados de brinquedos e elementos lúdicos.
Outrossim, tais costumes alimentares relacionados a má hábitos de vida, como o sedentarismo, ocasionam consequências severas à saúde. É elementar que se leve em consideração a obesidade como fator predisponente para o surgimento de doenças crônicas, como diabetes mellitus, hipertensão arterial, disfunções hepáticas. Concomitante a isso, uma nova geração surge, trazendo consigo uma classe infantil obesa, com possíveis problemas de saúde; ocasiona-se, desta forma, o crescimento de uma posterior população adulta com má qualidade de vida, derivada do desenvolvimento de doenças e seus agravantes. Ademais, a população brasileira passa cerca de doze horas por dia sentada, ratificado o sedentarismo e sendo mais um, dentre tantos outros, obstáculo para tal problemática.
Torna-se evidente, portanto, a formação de uma geração sedentária e com maus hábitos alimentares, causando obesidade infantil e futuros jovens adultos doentes. É papel da Escola, importante formadora do indivíduo, investir em educação alimentar, por meio de palestras e debates com profissionais da área, como médicos e nutricionistas, além de, promover constante o exercício de atividade física dos discentes, acompanhados por profissionais habilitados em educação física, a fim de incitar o desenvolvimento de práticas saudáveis nos discentes. Além disso, é responsabilidade da família, promover o estímulo alimentar adequado precocemente, com a apresentação de alimentação favorável, instigando as crianças a possuírem uma boa qualidade de vida. Promovendo, desta maneira, uma reeducação que trará consequências benéficas para toda a vida.