Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 10/11/2018

A obesidade infantil

Atualmente, não só o Brasil, mas o mundo todo está a mercê do problema da obesidade infantil, pois  segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a obesidade é um dos problemas de saúde pública mais graves do século XXI, ou seja, cada vez mais o número de crianças e adolescentes acima do peso ideal para sua idade está aumentando. Apenas no Brasil, com base nos dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, do Ministério da Saúde, mostrou que o número de crianças de 0 a 5 anos consideradas obesas aumentou 79% entre os anos de 2008 e 2013, e hoje em dia 33% das crianças brasileiras já ultrapassaram o peso.

Diversos fatores podem influenciar o desenvolvimento da obesidade infantil, como por exemplo, a evolução tecnológica, os aparelhos eletrônicos muitas vezes se tornam mais atrativos as crianças do que brincar e fazer exercícios, assim elas optam por ficarem navegando na internet, todos esses fatores culminam no sedentarismo que é um grande aliado da obesidade, outro fator que muitas vezes acaba ajudando o sedentarismo é a violência urbana, que desincentiva a prática de exercícios ao ar livre, mais outro fator influenciador é a mídia que muitas vezes incentiva o consumo de alimentos não saldáveis, também pessoas com baixa autoestima, depressão, ansiedade estão mais propensas ganhar muito peso. A obesidade deixou de ser um problema somente estético, já que ela engloba muitos outros problemas que podem acarretar em diversas doenças graves, como as diabetes, doenças cardíacas e a má formação do esqueleto.

Sem dúvidas a obesidade deve ser tratada tanto pela iniciativa do governo quando a iniciativa dos próprios pais da criança, o governo deverá fazer propagandas na TV ou em qualquer tipo de meio de comunicação para alertar os pais sobre o perigo de suas crianças ficarem muito expostas as tecnologias que consequentemente as torna sedentárias e mais propícias a terem obesidade infantil, isso pode servir de alerta para os pais regularem o tempo de seus filhos em meio a tecnologia, também é necessário que o ministério da saúde interfira nas merendas das escolas, diminuindo a quantidade de guloseimas e aumentando o conteúdo de alimentos saudáveis, financiar palestras e atividades que promovem o combate a obesidade, incluir “educação alimentar” no conteúdo das disciplinas de ciências e biologia nos currículos do ensino básico, escolas incentivarem a pratica de esportes por meio da educação física, governadores aumentarem a segurança nas ruas para a prática de exercício ao ar livre, escolas possuírem psicopedagogos para conversar com alunos e descobrir se eles têm algum problema de depressão ou ansiedade, ainda há diversas outras propostas muito interessantes.