Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 14/02/2019

Problemas cardiovasculares, respiratórios, de coluna, pressão, fígado, rins, entre outros. É obvio que a obesidade é uma grande adversidade para a saúde dos indivíduos. Porém, mesmo com advertências do governo, o número de crianças nessas condições vem crescendo -é estimado que até 2025 ele seja de 11,3 milhões-, o que traz a tona o questionamento: Já que a crescente não para mesmo com os avisos governamentais, será que a obesidade infantil está relacionada a outra condição?

Marx afirma, ao definir o materialismo histórico dialético, que todas questões sociais -da superestrutura- são resultado das relações de produção, a infraestrutura. Isso é relevante a partir do momento que, em 2011, um grupo de pesquisadores da Harvard confirma que jovens economicamente vulneráveis tendem a ter obesidade.

Inegavelmente, é notório que há uma menor taxa escolaridade na classe baixa e média, o que resulta, na maioria das vezes, em uma fraca educação alimentar. Uma consequência disto pode ser observada no documentário Muito Além do Peso, em que é dito que muitos pais compram guloseimas em excesso para os filhos pois quando eram crianças, seus progenitores não tinham condições e não querem que o ciclo se repita, sem perceberem o problema nutricional dessa ação.

Em suma, para mudar esta crítica realidade, é necessário, que a Frente Parlamentar Mista de Combate e Prevenção da Obesidade Infanto-Juvenil invista em programas governamentais que trabalhe em ambos a reeducação alimentar e as questões específicas de cada classe social -como a situação que foi apresentada no documentário. Desta forma, será possível melhorar a saúde coletiva e interromper que essa doenças crie uma geração de adultos doentes.