Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 09/03/2019

É indubitável que, com o advento da Segunda Guerra Mundial, houve a necessidade da entrada das mulheres no mercado de trabalho, como consequência, seu filhos passaram a consumir alimentos processados, já que esses são mais baratos e de fácil acesso. No mundo contemporâneo, esse comportamento ainda persiste, dessa forma, o número de crianças acima do peso sobe de maneira alarmante a cada ano. Nesse contexto, fatores como a alimentação inadequada e o sedentarismo, aliados, corroboram para a atual situação da criança brasileira.

Em primeiro plano, vale destacar que, com o aumento dos alimentos industrializados a partir da Segunda Revolução Industrial e da ascensão capitalista, os indivíduos passaram a ter uma alimentação menos saudável e, devido as longas jornadas de trabalho, menos tempo para se dedicar à saúde. Para o filósofo inglês John Locke, o indivíduo nasce como uma folha em branco e é constituído por meio de suas relações externas, nesse sentido, as crianças são reflexos de seus responsáveis e acabam adotando um estilo de vida não saudável por influência dos mesmos.

Ademais, o fácil acesso à tecnologia proporcionado no mundo contemporâneo impulsionou o desinteresse das crianças pelas formas tradicionais de brincadeiras, as quais promoviam exercícios físicos e, consequentemente, preveniam doenças como a obesidade. O que se observa no cenário atual, são crianças passando horas na frente de televisões, computadores e smartphones. Nesse âmbito, segundo pesquisas realizadas pelo Common Sense Media, crianças de 5 a 8 anos passam mais de três horas por dia vendo televisão ou utilizando outros dispositivos eletrônicos. Dessa forma há o agravamento do sedentarismo e, como consequência, da obesidade.

Portanto, em vista do fatos elencados, há múltiplos fatores que contribuem para atual situação das crianças brasileiras. Como solução, são necessárias ações em vários planos, a começar pelo governamental, que, por meio do Ministério da Saúde atrelado com a mídia, através de campanhas em rádios, televisões e internet, conscientizem e incentivem não só as crianças como também seus responsáveis a adotar uma alimentação saudável e a praticarem esporte. Além disso, a família deve estabelecer limites quando a criança for usar dispositivos eletrônicos e motivar a prática de brincadeiras que exercitem o corpo. Dessa maneira, a taxa de obesidade infantil iria diminuir.