Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 11/03/2019

O Estado é uma instituição social de caráter normativo que visa ao estabelecimento de leis e regras para manter o bom funcionamento nacional. Contudo, contrariando a ideia de ordem, falhas gravíssimas assolam o bem estar da população – como exemplo a ausência de combate à obesidade infantil – e prejudicam a saúde pública. Assim, é essencial ressaltar a importância do pensamento de Oscar Wilde: “a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de uma pessoa ou uma nação”.

Em primeiro plano, é importante lembrar que, diante do Artigo 6° da Constituição de 1988, a saúde é um direito social assegurado por lei. Em outra perspectiva, é extremamente importante analisar as causas deste problema social; assim, é possível incluir, inicialmente, a participação das famílias no controle alimentar, das escolas e, finalmente, do Estado. A priori, o valor nutricional das feiras básicas no Brasil chega a ser precário, com uma grande quantidade de sódio e açúcares, principalmente nos lanches (biscoitos, salgados e afins). Ainda, junto com o Poder Nacional, as escolas não analisam devidamente a merenda escolar, contribuindo com o sobrepeso precoce: de acordo com o Ministério da Saúde, 1 a cada 3 pessoa de 5 a 9 anos, no Brasil, são obesas, sendo 8,4% adolescentes.

Desse modo, para compreender a gravidade do problema, é importante citar que, segundo a Organização Mundial da Saúde, o sobrepeso e a obesidade infantil vêm aumentando na América Latina e se tornando um dos maiores problemas sociais atuais. Assim, ocasiona uma diminuição na expectativa de vida, pois o aumento do peso está associado com doenças crônicas não transmissíveis, com diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e respiratórios. Por outro lado, aliado com a ausência dos exercícios físicos, o aumento das doenças nas crianças e adolescentes influencia na realização das suas atividades diárias; seja ela escolar ou social, afetando tanto no desempenho nos estudos e aprendizados quanto na disposição para mover-se e tornar a vida mais leve e saudável.

Em virtude dos fatos mencionados, é importante relembrar que o combate à obesidade é essencial para a vida. Primeiro, a família deve repensar na sua participação na educação alimentar, praticando a educação do paladar acostumando seus filhos a comerem alimentos saudáveis. Depois, o Governo Federal junto com o Ministério da Educação precisam incluir nutricionistas e avaliadores físicos para analisarem individualmente os alunos e, ainda, controlar os alimentos que devem chegar nas escolas de acordo com os seus valores nutricionais para que possa diminuir tanto o sobrepeso e as doenças causadas por ele quanto ajudar na diminuição das estatísticas de problemas de saúde, contribuindo com a melhoria de vida da população e fazendo do Brasil um país bom para todos.