Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 17/03/2019
Iniciando durante a Segunda Guerra Mundial e terminando com o fim da Guerra fria, a humanidade passou por uma corrida tecnológica decorrida da disputa entre os países capitalistas e comunistas. No século XXI, vê-se os reflexos das conquistas: smartphones, video games, internet e computadores ocupam cada vez mais tempo na vida das pessoas. Desta forma, torna-se urgente debater os problemas que uma sociedade acomodada pode trazer. Os anseios de pessoas desinformadas, aliados à cargas laborais cada vez maiores, abrem espaço para hábitos perigosos, gerando problemas graves de saúde, como o diabetes, a pressão alta e outros problemas oriundos do excesso de peso.
Sob esse viés, o longa metragem de animação Wall-E retrata um futuro distópico onde a civilização deixa o planeta Terra e vive em uma cúpula espacial, todos super obesos; presos a uma cadeira que os provê tudo que for necessário. Hodiernamente, encontra-se um paralelo em que a população como um todo está cada vez mais presa ao trabalho e às obrigações financeiras. Sem tempo para buscar informação, as pessoas se entregam a hábitos alimentares inadequados, muitas vezes com alimentos de fácil preparo e altamente ricos em gordura, sofrem com as consequências, como problemas cardiovasculares, acidentes vascular cerebral, e o diabetes. A criança - que é ausente de uma visão autocrítica-, torna-se a maior vítima; como não entende o malefício de cada alimento, demanda por aquilo que mais agrada seu paladar, sendo estas as comidas gordurosas e os açucares, que são os maiores vilões de um estilo de vida saudável. Os pais, almejando agradarem seus filhos, cedem às suas demandas, e indiretamente, tornam-se cúmplices de todo esse ciclo.
Os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que até 2025, 12 milhões de crianças estarão em um quadro de obesidade no país. Os problemas do excesso de peso são ainda mais graves; doenças cardiovasculares e o diabetes tornaram-se a principal causa de morte entre adultos e crianças no mundo. A obesidade hoje é mais mortal do que qualquer crime que uma legislação possa prever, e o único modo de combatê-la é com instrução adequada desde a infância, impedindo que as crianças cresçam como os adultos que foram vítimas da desinformação.
Portanto, é mister ações do Estado para amenizar o quadro. É urgente que o Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação crie, por meio de verbas publicitárias, campanhas conscientizadoras em redes sociais e escolas informando detalhadamente às pessoas quais os males que hábitos alimentares inadequados podem causar. Destarte, será possível amenizar, a longo prazo, a desinformação que atinge todos os setores da sociedade, permitindo que adultos e crianças, se conscientizem da própria saúde e não tenham o fatídico destino proferido no filme de Wall-E.