Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 06/04/2019
Obesidade infantil: não é culpa deles
A obesidade infantil tornou-se um assunto merecedor de atenção no século XXI. Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada três crianças apresenta um peso superior ao recomendado. O fato é resultado da vasta e influente indústria alimentícia, que recorre a irresistíveis propagandas destinadas especialmente às crianças, e, soma-se a isso, a irrelevância familiar diante da importância de uma alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas desde a infância.
Com o vigente capitalismo, a sociedade é constantemente bombardeada por comerciais e logotipos, que, sem exceção, buscam atrair o consumidor à fazer o uso de determinado produto, e assim, obter seu desejado lucro. Sabido a pretensão empresarial, é importante realçar a contribuição dos famosos Fast Food’s com os vultosos índices, no qual aproveitam-se da maleável consciência infantil e as convencem de que seu produto é essencial para eles. Como exemplo, cabe citar o imperioso McDonald’s, em que utiliza personagens de desenhos infantis em suas propagandas e embalagens, além de oferecer brinquedos na compra de seus lanches. É inegável, portanto, que tal fato influencia o público infantil a consumir alimentos altamente calóricos e de baixo valor nutricional, como sorvetes e refrigerantes.
Ademais, os pais tem um importante valor ao que se remete ao estilo de vida dos filhos, pois, são responsáveis pelo seu desenvolvimento físico e psicológico, principalmente, nos primeiros anos de vida. Entretanto, costumes saudáveis, como a prática regular de exercícios e uma alimentação equilibrada, são relevados pelos próprios pais, que, consequentemente, afetam o filho. De acordo com pesquisas de Harvard, uma família sedentária apresenta 75% de chance de ter filhos também sedentários, o que ocasiona um ciclo vicioso de obesidade. Logo, torna-se necessária, primeiramente, as mudanças dentro da própria casa.
Por conseguinte, é fundamental que o Ministério da Saúde, impeça, por meio de leis e fiscalizações, comerciais e rótulos atraentes à mentalidade do menor, com o fito de desestimular o consumo infantil de alimentos não nutritivos. Além disso, o mesmo deve sensibilizar toda a comunidade, através de campanhas televisivas e palestras nas escolas, a respeito da importância de adultos e crianças praticarem esportes, assim, o ciclo da obesidade seria estagnado, e, junto a ele, os entraves para a solução do grave problema do seculo XXI.