Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 18/04/2019

Crianças não escolhem serem obesas

Promulgada em 1948 pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o alto índice de obesidade infantil impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito na prática. Nessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro plano, urge analisar as propagandas de falta de controle dos pais. Nesse contexto, observa-se as propagandas apelativas de redes de fast-food, por exemplo, focadas, principalmente, em crianças que influenciam ao consumo e a obesidade infantil. Ademais, o pouco controle dos pais em relação à alimentação dos filhos dificulta a resolução do problema. De acordo com dados do Ministério da Saúde, de crianças com idade entre 5 e 9, uma em cada três está com excesso de peso. Diante do exposto, comprova-se que as crianças se tornam reféns da má alimentação e do excesso de peso.

Outrossim, faz-se mister salientar a falta de atividades físicas como impulsionadora do problema. Segundo Platão, importante filósofo grego, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa o da própria existência. Nesse âmbito, nota-se que as crianças estão cada vez mais sedentárias, o que contribui para o desenvolvimento da obesidade infantil e doenças crônicas, consequentemente, diminuindo a qualidade de vida.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério das Comunicações deve filtrar propagandas apelativas demais, de modo que não induza a criança ao consumo, para que amenize o impacto propagandístico sobre esse receptor. Além disso, as escolas devem demonstrar a importância da disciplina de educação física, incentivando os alunos a fazerem exercícios físicos, com o fito de superar o sedentarismo. Dessa forma o Brasil poderia combater os altos números de obesidade infantil.