Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 26/04/2019

Na contemporaneidade, é notório que a popularização dos fast food representa, de forma clara, a mudança alimentar da população, ao preconizarem alimentos processados, principalmente, pela facilidade de consumo. À vista disso, a obesidade infantil é um produto dessa realidade e, assim, os desafios do combate tornou-se um assunto recorrente nas pautas de discussões sobre a saúde do homem pós-moderno. Essa situação, por sua vez, evidencia os reflexos de uma sociedade cada vez mais acelerada, além de demonstrar os riscos que comprometem a saúde da criança.

A priori, a Revolução Industrial, resultado dos avanços do capitalismo, exigia uma elevada jornada de trabalho e, consequentemente, a falta de preocupação com alimentação era evidente, dado que agricultura de subsistência era reduzida, intuitivamente, por falta de tempo dos operários. Na hodiernidade, no que lhe concerne, a sociedade está alicerçada no lucro, princípio do capitalismo. Dessa maneira, o homem contemporâneo vive em uma sociedade acelerada, como salientou o filósofo Harmut Rosa, sobre a sensação de pressa ser um elemento essencial para compreender a modernidade. Nessa perspectiva, se insere a questão da obesidade infantil, uma vez que a dinâmica acelerada desse modo de produção contribui para que os pais não venham ter tempo para proporcionar uma alimentação de qualidade para os filhos.

Outrossim, é possível perceber que essa mudança no cardápio, é um reflexo, também, da supressão de alimentos naturais, como vegetais, e pela valorização dos carboidratos e alimentos com alto teor de gorduras e sódio, conforme divulga a OMS- Organização Mundial de Saúde. Esse cenário, desse modo, é favorável para que crianças desenvolvam a obesidade e, por conseguinte, doenças associadas com problemas respiratórios, digestórios e aumento nos índices de colesterol no sangue. Assim, a obesidade infantil é um desafio que necessita ser combatida, pois, essa conjunção, demonstra riscos que estão associados à saúde da criança.

Logo, cabe às instituições escolares realizarem palestras para os pais, com intuito de elucidarem sobre a necessidade de proporcionarem uma alimentação saudável às crianças. Para tanto, é favorável convidar nutricionistas que venham mostrar os perigos que uma má alimentação acarreta para saúde, ao relatarem, por exemplo, as doenças que são desenvolvidas pelo ganho de peso excessivo, além de enumerar os benefícios gerados por uma boa alimentação. Dessa forma, garantir-se-á um combate eficiente a questão dos desafios gerados pela obesidade infantil, mesmo em tempos em que modo de produção venha acelerar os processos.