Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 03/05/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, garante o direito a saúde e bem estar social a todos os indivíduos, contudo, a obesidade infantil priva a criança de exercer o seu direito. Seja pela falta de exercícios regulares ou pela ausência de alimentação saudável, esta questão cresce continuamente no Brasil. Consoante ao mencionado, o descuido com a saúde do jovem traz a ele maiores riscos de doenças como diabetes, colesterol alto e hipertensão, além de problemas psicológicos como autoestima baixa.

Segundo o Ministério da Educação, uma a cada três crianças entre 5 a 9 anos está com excesso de peso. Este dado mostra-se verdadeiro ao deparar-se com o sedentarismo crescente entre os mais jovens, advindo das horas passadas em frente ao computador e ao videogame. Obliquamente, sem a prática diária de exercícios físicos, a questão do sobrepeso tende a continuar presente na fase infanto-juvenil.

Ademais, desde a chegada do capitalismo, já no século XV, com o aumento de tarefas cotidianas e a redução do tempo livre, passou-se a valorizar as refeições rápidas. Nesse viés, com o acréscimo de alimentos processados e “fast-foods”, a alimentação saudável tornou-se privilégio para as famílias. Segundo o doutor Dráuzio Varrela, gestantes que cuidam da nutrição correm riscos 80% menores de ter filhos obesos. Porém, este cuidado é pouco visto nas casa brasileiras.

Sendo assim, torna-se clara a necessidade de maior atenção com a obesidade infantil. Desse modo, é indispensável que o Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Saúde, incentive a educação física e implante a alimentar nas escolas, principalmente para turmas do Ensino Fundamental. Além disso, a Receita Federal deve investir em programas de saúde para gestantes, como o Pré-Natal, garantindo que a criança esteja em ambiente propício desde sua concepção e durante todo seu crescimento.