Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 03/06/2019
A obesidade no Brasil tem apresentado índices significativos nos últimos anos. Segundo o Ministério da Saúde, só entre os jovens, o número de obesos cresceu mais de 60% em uma década. Assim, não há dúvidas de que tal fato é um problema de saúde pública, o qual deve ser analisado e enfrentado de forma mais organizada pelo Estado e pela sociedade.
Em primeira análise, os hábitos alimentares contemporâneos corroboram a persistência e agravamento da problemática. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a pós-modernidade é marcada pela efemeridade das relações sociais e pelo ritmo de vida acelerado. Tal rapidez é um dos fatores que impactam nas escolhas nutricionais dos indivíduos, que, geralmente, optam por alimentos com um tempo de preparo reduzido, os chamados “fast foods”, o quais, apesar de práticos, são altamente calóricos e provocam inúmeros problemas à saúde.
Além disso, a publicidade de produtos industrializados, promovida pela indústria alimentícia, afeta o consumo da população. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos aponta que as propagandas levam a uma indução comportamental, pois afetam áreas do cérebro que impactam nas decisões dos indivíduos. Isso, somado ao fato de que tais alimentos possuem alto teor de sódio, gorduras e açúcares, infelizmente contribui para o crescimento da obesidade no Brasil e no mundo.
Logo, a população e o Estado devem se mobilizar para mudar a situação. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde promova campanhas e propagandas sobre os riscos relacionados à obesidade, em vários meios de comunicação, com o propósito de alertar a sociedade. Ademais, tal agente deve incentivar o consumo de alimentos mais saudáveis, como frutas e verduras, por meio de palestras e aulas sobre educação alimentar nas redes de ensino, com a finalidade de conscientizar as futuras gerações e as comunidades. Desse modo, o Brasil resolverá tal impasse e se tornará um país mais saudável.