Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 06/06/2019
As crianças “gordinhas”, em uma análise diacrônica, eram sinônimas de crianças saudáveis, uma vez que, as subnutridas eram mais vulneráveis a infecções. Entretanto, na contemporaneidade demonstra-se outro cenário. A obesidade representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade brasileira. Diante disso, questiona-se o que tem levado essa população a ter que conviver nesse triste cenário e, quais as medidas possíveis para revertê-lo.
Inicialmente, nota-se que dietas cheias de fast-foods, salgadinhos e chocolates e a rotina sem a presença de exercícios físicos são os principais causadores da epidemia do excesso de peso infantil. Nessa conjuntura, o motivo para a preferência por uma alimentação não saudável e pouquíssima nutritiva, está relacionado ao fato em que uma alimentação saudável e balanceada tem o custo mais alto e famílias com baixo poder aquisitivo não tem acesso com facilidade. Segundo o Ministério da Saúde (MS), uma em cada três crianças brasileiras entre cinco e nove anos de idade está com excesso de peso, e 8,4% dos adolescentes são obesos.
Por conseguinte, problemas como colesterol alto, diabetes e complicações nas articulações são consequências diretamente ligadas ao sobrepeso. Nesse sentido, observa-se que a obesidade é apenas o início de uma variedade de problemas que, em conjunto, podem prejudicar ainda mais o indivíduo. Ademais, essas crianças sofrem muito com o Bullying, principalmente gordofobia e, isso causa distúrbios psicológicos que podem durar anos.
Dessa forma, nota-se que a obesidade é uma questão não elucidada e que, por isso necessita de intervenção efetiva. A fim de estimular as crianças as práticas de exercícios físicos, as secretarias municipais poderiam realizar parcerias com as academias das cidades em escala de rodízio, abrindo espaço à divulgação dessas empresas que, em contra partida, desenvolveriam regularmente eventos nas praças com aulas experimentais abertas de zumba, funcional, yoga e outras. Além disso, as instituições de ensino superior poderiam realizar um projeto de extensão universitária com horas complementares junto à sociedade, faz com que os alunos dos cursos de Educação Física e Enfermagem realizem durante estágio obrigatório palestras, acompanhamentos nutricional e orientações em geral à população nas praças, incentivando-a a realizar exercícios físicos e adquirirem uma alimentação adequada. Dessa forma, a qualidade de vida dos brasileiros aumentará e o país caminhará para um avanço em toda sua esfera social.