Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 27/06/2019
Segundo a Declaração Universal dos Direitos da Criança de 1959, a criança tem direito, por lei, à proteção social e devem ser proporcionadas opotunidades e facilidades para o desenvolvimento mental, físico, moral e social de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. No entanto, a problemática da obesidade infantil atualmente crescente, corrobora para a afirmação de que o Estado não tem garantido plenamente esse direito . Sob esse viés, o problema é contínuo a partir do momento que o Estado e os pais negliegenciam esse assunto, o que contribui, como consequência, no aumento de doenças.
Em primeiro plano, na contemporaneidade há uma ineficácia por parte do governo em garantir os direitos da criança e inerente a isso, a família não incentiva o filho a se alimentar de forma saudável. No cenário Brasileiro um terço das crianças de 5 a 9 anos está com excesso de peso segundo o Ministério da saúde, tal fato pode ser associado à falha do governo em garantir o direito previsto a criança, já que este não fiscaliza a mídia, que com suas publicidades direcionadas e com temas que atraem essa camada popular a alimentar-se de forma errada, como por exemplo fast foods que utilizam de imagens de super heróis para conquistar a criança. Como também, os pais que não incentivam o filho a praticar atividade física e ao não darem um exemplo saudável para a criança contribuem para o aumento do número de casos de obesidade no Brasil. Portanto, para garantir o direito previsto na Declaração o governo deve tomar novas atitudes e os pais mudarem os hábitos em seu núcleo familiar.
Por conseguinte, o fato do crescente número de crianças com obesidade corrobora para um aumento no número de doenças. Consoante Lívia Lugarinho, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, alimentos como coxinha e pizza- apesar de estarem entre os preferidos das crianças- são os mais prejudiciais a saúde, devido ao excesso de açúcares e gorduras. No tocante a isso, as doenças são consequência desse grave problema, que na incidência levam a um adulto com problemas de saúde e uma expectativa de vida menor, pois precocemente foi acometido por doenças cardiovasculares, apneia ou hipertensão que prejudicam o futuro da criança.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Logo, o Governo Federal deve criar campanhas em nível Nacional em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do vínculo das mesmas na mídia, no intuito de sensibilizar os pais e filhos e de ser uma forma de incentivo do Estado a prática de Esportes, atividades físicas para assim tratar-se da obesidade infantil com a finalidade de evitar-se as doenças que são consequência. Dessa maneira, os direitos universais da criança serão garantidos essencialmente.