Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 09/06/2019
Há alguns anos, ser gordinho era sinônimo de saúde, pois crianças subnutridas eram mais vulneráveis as doenças e infecções. No entanto, atualmente o cenário reverteu-se, visto que a obesidade infantil tornou-se um grave desafio a ser enfrentado. Nessa continuidade, pode-se ressaltar que não só o sedentarismo, como também a má alimentação determinam essa realidade.
Mormente, é evidente que a falta de exercícios físicos é uma das principais causas do excesso de peso. Um estudo recente feito pela Organização Mundial da Saúde concluiu que o número de crianças obesas aumentou dez vezes nos últimos 40 anos no mundo todo, e que essa tendência deve continuar a crescer. De acordo com o IBGE, o índice de obesidade infantil no Brasil faz com que uma a cada três crianças esteja pesando mais do que o recomendado. Desse modo, é válido salientar que além de queimar calorias, os exercícios físicos também ajudam a fortalecer os ossos e músculos das crianças, melhoram seu humor, aumentam a autoestima e ajudam no sono. Outro fator importante é que o incentivo à atividade física na infância pode fazer com que a criança mantenha esses hábitos no futuro, evitando a obesidade ao longo da vida, além de problemas relacionados a obesidade como: Diabetes, colesterol alto, cardiopatias, hipertensão ou problemas nas articulações.
Sob essa perspectiva, o consumo de alimentos pobres em nutrientes eleva os riscos das crianças tornarem-se obesas. A dieta comum dos brasileiros envolve arroz, feijão, carne, salada, legumes e frutas, que são considerados opções saudáveis. Contudo, a urbanização; disponibilidade de fast-food; entretenimentos, como televisão e os videogames; além de fatores psicológicos, como ansiedade e estresse levaram a uma elevação no consumo de alimentos ricos em gorduras, açúcar e sal. Assim sendo, essa “nova” dieta, além de maior teor calórico, é prática e de baixo custo, por isso muitos pais optam pelos alimentos industrializados. À vista disso, fica visível a importância da família na introdução alimentar variada e equilibrada, para além da obesidade diminuir doenças causadas por avitaminoses.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para erradicar a obesidade infantil no Brasil. Destarte, o Ministério da Educação, por meio das escolas, deve promover mais aulas de educação física, a fim de estimular a criança na prática de esportes no ensino fundamental, com brincadeiras lúdicas de ensino, assim como torneios, oferecendo medalhas e recompensas aos ganhadores. Além disso, é necessário que os pais ou responsáveis pelas crianças, reflitam um pouco mais sobre as consequências de uma alimentação inadequada na infância, levando em consideração o teor nutricional dos alimentos, pois uma dieta equilibrada favorece uma vida saudável.