Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 14/06/2019

A história e  quadrinhos “Turma da Mônica”, escrita por Maurício de Sousa, retrada o cotidiano de quatro crianças. Ao longo da narrativa, é possível observar o dia a dia da personagem “Magali”: uma criança cujo apetite é absolutamente incontrolável. Embora seja uma obra ficional, o conto apresenta características que se assemelham ao atual contexto brasileiro, pois, assim como na obra, é nítido o crescimento exponencial dos casos de obesidade infantil, seja pela negligência familiar, seja pelas propagandas midiáticas.

Em primeiro lugar, é fulcral analisar como a ausência de atenção das famílias perpetua o impasse. Diante disso, é evidente que não é dada a precaução eficaz, pelos pais, aos pequenos no tocante à boa alimentação, visto que tais responsáveis acabam deixando seus filhos à mercê de refeições congeladas e gordurosas. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao verificar que segundo pesquisa da USP, uma a cada três crianças está com sobrepeso. Desse modo, torna-se gradativo o combate ao excesso de peso pueril.

Em segundo lugar, tem-se a mídia como impulsionadora do problema. De acordo com Karl Marx, a produção cria o consumo apenas para gerar lucro. Nessa lógica, evidencia-se as propagandas como propulsoras de comidas rápidas e fáceis, uma vez que tais anúncios, em virtude de serem tentadores, afirmam trazerem felicidade e prazer, de maneira a induzir os infantes a consumir, e, ademais, não se preocuparem com a saúde e sim, em gerar rendimento.

Logo, para mudar tal quadro, cabe às escolas, em parceria com as famílias, se unirem em prol dos petizes para promover melhorias no sistema de ensino público, voltadas à alimentação, por meio de projetos sociais tanto no âmbito escolar quanto em casa, a fim de que tal grupo tenha uma vida vigorosa. Outrossim, o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária deve regular os comerciais para que adotem o consumo de alimentos naturais. Somente assim, as “Magalis” serão sadias.