Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 04/07/2019

A globalização junto a crescente evolução tecnológica trouxeram grandes facilidades para o cotidiano do ser humano. Contudo, tais vantagens, infelizmente, tornaram as pessoas sedentárias, agravando um problema progressista, a obesidade. Nessa perspectiva, a obesidade, de forma preocupante principalmente, entre crianças e adolescentes se tornou um grave problema de saúde pública. Nesse sentido, é importante destacar os principais desafios dessa problemática frente à sociedade brasileira.

Primeiramente, cabe ressaltar que a obesidade infantil é resultado de uma combinação de fatores  biológicos, econômicos e socioculturais. Sob esse aspecto, dados da pesquisa feita entre 2008 e 2009 pelo IBGE mostram que 33,5% das crianças entre 5 e 9 anos estava acima do peso recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Consoante ao exposto, inaceitavelmente, a maior parte desse público com excesso de peso encontram-se inseridos no seio de famílias carentes, de forma a não possuírem o devido acesso à hábitos saudáveis de vida. Dessa forma, tristemente, a desigualdade social e econômica acaba por contribuir de modo agravante para a continuidade de tal problema.

Ademais, é imprescindível a introdução de costumes saudáveis na vida das crianças, a fim de se criar uma geração menos doente. De acordo com a SBN (Sociedade Brasileira de Nefrologia), chegar a vida adulta com excesso de peso pode desencadear problemas como diabetes e hipertensão, que são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças renais crônicas. Assim, preocupantemente, torna-se urgente que crianças e adolescentes passem menos tempo em atividades ociosas e mais tempo de forma produtiva, a fim de evitar problemas futuros em decorrência do excesso de peso.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Cabe ao Ministério da Saúde em parceria com as prefeituras municipais do país, a elaboração de projeto de implantação de academias populares nas praças das cidades, juntamente com a disponibilização de educadores físicos e nutricionistas nesses espaços para orientação da população. Desse modo, garantirá acesso facilitado a práticas saudáveis acessíveis e com orientação a população carente. Além disso, cabe ao Ministério da Educação a implantação de atividades lúdicas voltadas para as áreas esportivas e oficinas de alimentação saudável nas dependências das escolas mas, fora do horário escolar, através de parceria com os professores de educação física e nutricionistas. Dessa maneira, o público infantojuvenil terá orientação desde cedo sobre práticas saudáveis, além de permanecerem menos tempo em atividades sedentárias como assistir televisão. Assim, com a implantação de tais medidas os jovens adultos serão indivíduos mais saudáveis e a obesidade será apenas parte do passado.