Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/07/2019
No filme “Wall-e”, o conforto trazido por avanços tecnológicos permitiu a formação de uma sociedade ociosa e com extensos problemas relativos ao excesso de peso. De maneira similar à realidade, nota-se que a obesidade, especialmente nas crianças, também passou a representar um cenário preocupante, visto que essa grupo não possui plena consciência de suas práticas físicas e alimentares. Assim, faz-se fundamental analisar as causas e possíveis soluções da problemática.
Inicialmente, é válido reconhecer a ineficiência do meio familiar em proporcionar a alimentação adequada do público infantil. De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, a instituição familiar tem como responsabilidade internalizar nos indivíduos hábitos e costumes que viabilizem o seu desenvolvimento integral. Nesse contexto, o estilo de vida conturbado adquirido por muitas famílias confronta a concepção de Durkheim, uma vez que tal comportamento impossibilita a transmissão de práticas alimentares saudáveis às crianças e favorece o consumo de produtos pouco nutricionais, o que contribui para o excesso de peso. Desse modo, observa-se o papel negativo do grupo parental no combate à obesidade.
Além disso, o caráter manipulador exercido pela mídia também poder ser apontado como causa no estudo da problemática. Segundo filósofo contemporâneo Michel Foucault, as relações estabelecidas numa sociedade estão suscetíveis à utilização da coerção por vários agentes sociais. Nessa perspectiva, os meios midiáticos também se inserem na categoria de agente e empreendem uma repressão ao âmbito social, já que valorizam comportamento alimentares prejudiciais em detrimento de atividades que proporcionem o bem-estar efetivo do público infantil. Desse modo, torna-se evidente a necessidade de coibir as práticas manipuladoras no meio publicitário.
Fica evidente, portanto, que são necessárias medidas para reduzir os desafios no combate à obesidade infantil. Logo, é mister que o Poder Público, junto à sociedade civil, promova campanhas de conscientização que objetivem alertar o grupo familiar acerca da necessidade de propagar bons hábitos
nutricionais, mediante a formação de palestras da área sanitária. Outrossim, o Estado, como instituição moderadora dos meios de comunicação, também deve elaborar políticas públicas que tenham como finalidade coibir propagandas abusivas voltadas ao público infantil, por meio da instauração de agências especializadas no combate à essa prática.