Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 06/07/2019

Refrigerantes, frituras, baixa constância de exercícios físicos e o uso exagerado de artifícios tecnológicos de entretenimento. Estes são alguns dos fatores provenientes da sociedade contemporânea que se estabelecem na forma de empecilho ao combate à obesidade infantil, principalmente no Brasil. Sendo assim, é evidente que a falta de conhecimento sobre uma melhor alimentação e a necessidade de movimentação do corpo precisam ser trabalhadas tanto por educadores quanto pelos pais, para que assim este problema não afete gerações futuras.   Primeiramente,é importante ressaltar que a falta de atividades físicas e o exagero no uso de aparelhos eletrônicos estão interligados na mudança do padrão metabólico dos juvenis. Pois, a movimentação do corpo na fase primária da vida não está apenas atrelada à queima de gordura e manutenção hormonal, mas também exerce forte influência no momento do sono, como também o uso de aparelhos eletrônicos durante a noite pode afetar esse processo. Devido à forte exposição à luz direta o celebro não consegue diferenciar a luz artificial da solar, promovendo assim a produção de adrenalina em um horário que deveria ser de repouso. Levando essa discussão para o problema em questão, essa disfunção além de causar problemas como excesso de peso, insônia e baixa atividade no período noturno de crescimento, pode promover sonolência no decorrer do dia, durante o período escolar.

Além disso, é importante destacar os impactos gerados pelo consumo de super processados à saúde humana. Advinda da segunda revolução industrial, a necessidade de tornar os produtos industriais ainda mais atrativos ao consumo, a engenharia de alimentos e publicidade se tornaram motores da fabricação pela indústria de alimentos. Incentivando não só o aparato estético do produto mas também o aumento do uso de tecnologia química na produção. Esse fator torna o uso de açucares, óleos e sais mais intenso. Possibilitando assim o aumento da ocorrência de obesidade infantil, que segundo o SUS ( sistema único de saúde) chega no Brasil a um número alarmante maior que 2 milhões de casos ao ano.

Logo, é importante que as escolas e famílias se façam presentes no combate dos desafios que levam ao quadro atual. Portanto, é mister que o Ministério da Educação promova incentivos financeiros para a prática efetiva do PNAE ( Programa Nacional de Alimentação Escolar) no ensino fundamental, pois, o ambiente de aprendizado promove forte influência na formação social deste individuo. Fazendo-se presente não somente para o aluno, mas também para a família com o debate sobre alimentação saudável, exercícios e consumo tecnológico, com o intuito de promover uma vida melhor para essas crianças. Para que assim o problema seja resolvido na atualidade não gerando adultos no futuro que sofram das consequências da conjuntura atual.