Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 29/07/2019
Segundo a Constituição Federal de 1998, é dever do estado garantir o acesso à saúde, bem como medidas públicas para zelar o bem-estar físico dos cidadãos. Nessa circunstância, é notório que o sobrepeso infantil é uma problemática intrínseca presente na sociedade, e, apesar de ser considerado um problema de saúde pública, os investimentos governamentais para inibir tal situação, são ínfimos. Dessa forma, encontrar caminhos para combater à obesidade infantil, no Brasil, é um desafio que precisa ser enfrentado pelo estado e pela sociedade civil.
A partir do conceito de modernidade líquida, Zygmunt Bauman defende que o prazer imediato e o pouco cuidado com o futuro tem tornado-se prioridade na vida do indivíduo. Sob essa perspectiva, é notável que a má educação alimentar do brasileiro é um fator determinante para o constante crescimento da obesidade infantil, posto que de acordo com o IBGE; 47,6% das crianças estão acima do peso, assim, á falta de uma alimentação saudável corrobora com a perpetuação do problema. Ademais, a presença de produtos industrializados intensifica tal quadro, e, consequentemente propicia o desenvolvimento de doenças. Tal realidade preocupa, pois, isso está relacionado a doenças psicológicas que podem vir a evoluir, afetando o desenvolvimento da criança.
Além disso, outro impasse encontrado para amenizar tal situação, se dá pela falta de informação da sociedade no que tange à importância de uma alimentação saudável. Assim, a ausência de estímulos para a prática de exercícios físicos e o grande tempo gasto em atividades distrativas como vídeo games e TV, acompanhados de alimentos não saudáveis intensificam o problema, vale ressaltar que segundo a OMS ( organização mundial de saúde) ; em 2025 o Brasil terá 11,3 milhões de crianças obesas, e, em consequência disso , o baixo nível de informação sobre a obesidade infantil é influenciador dessa situação. Tais fatos se refletem na lamentável condição de vulnerabilidade que esse grupo é exposto, como casos de bullying, e, por conseguinte, entraves na convivência em sociedade do indivíduo. Portanto, cabe ao Ministério da educação(MEC); promover campanhas educacionais de conscientização nas instituições de ensino, por meio de palestras e aulas de gastronomia geridas por nutricionistas, a fim de orientar aos alunos a importância de uma alimentação saudável . Paralelamente, convém ao Governo Federal em parceria com os meios midiáticos intensificar a promoção de propagandas, através de narrativas ficcionais que retratem os danos que a obesidade pode causar na saúde da criança, com o fito de orientar as famílias acerca do sobrepeso infantil . Dessa forma, respeitando o que a Constituição de 1998 propôs, será possível garantir uma infância saudável as crianças.