Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 09/10/2019
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem estar social. Porém, os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estimativa) revelam que aproximadamente 36,6% das crianças do país estão acima do peso ideal. O Ministério da Saúde (MS), percebendo que essa problemática precisava ser solucionada, lançou projetos para erradicar esse problema pela raiz. No entanto, acreditar que dessa forma tal adversidade seria superada foi um equívoco.
Sabe-se que a obesidade infantil atinge 1 em cada 3 crianças com idade entre 3 e 9 anos, e que boa parte delas chegou nesse nível por conta de uma má alimentação, na maioria das vezes composta por Fast Food - “comidas rápidas”, altamente industrializadas e ricas em gorduras e conservantes extremamente prejudiciais à saúde. Por outro lado a obesidade também pode se desenvolver por hereditariedade, naturalmente, pais obesos têm uma maior chance de gerar filhos obesos.
Nota-se uma preocupação da parte do MS em relação à obesidade infantil. O órgão a instituiu parcerias com o Ministério da Educação (Mec) para combater alguns obstáculos. Tal parceria levou nutricionistas para dentro das escolas, a fim de planejar cardápios e harmonizar refeições. Além disso, a educação alimentar no ambiente escolar é indispensável visto que, segundo o escritor inglês Samuel Johnson “Quem não se importa com o seu próprio estômago, dificilmente irá se importar com qualquer outra coisa”. Entende-se, portanto, que crianças com práticas alimentares saudáveis bem estimuladas se tornarão adultos consciente e sadios. Outra medida tomada pelo MS foi unir-se com prefeituras municipais para incentivar práticas esportivas e, consequentemente diminuir a taxa de jovens com peso elevado. Porém, infelizmente muitas escolas e municípios ainda carecem desse tipo de apoio. Infere-se então, que ainda há entraves para que toda ou grande parte da população tenha acesso ao conhecimento dessa doença e leve uma vida mais saudável, portanto, medidas são necessárias para solucionar essa temática.
Dessa forma, é responsabilidade do governo juntamente com o MEC, o MS e suas respectivas lideranças criar leis e projetos mais efetivos, não apenas para escolas e postos de saúde, mas também aderir ao uso de redes sociais para melhor divulgação de possíveis doenças e suas consequências, para que a informação chegue a uma maior parcela da população. Faz-se mister ainda salientar que é necessária uma fiscalização mais rigorosa, para que escolas e demais instituições sigam o cardápio indicado por um profissional especializado e também disponibilize palestras e conversas com os mesmos, para que as crianças e adolescentes se eduquem no âmbito alimentar.