Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 05/08/2019

No documentário brasileiro, “Muito além do peso” em 84 minutos a diretora Estela Renner e o produtor executivo Marcus Nisti buscaram explicitar os impactos da epidemia da obesidade infantil no Brasil, pelos olhos das próprias crianças. Nesse contexto, o marketing promovido pelas empresas mercadológicas, a necessidade de atividade física e a falta de um paladar misto faz com que surjam desafios a serem superados.

Em primeiro lugar, o marketing divulgado pelas empresas alimentícias corrobora no incentivo do consumo de algum determinado alimento, geralmente não saudável. As companhias utilizam de artefatos que prendam a atenção do público infantojuvenil como cores vibrantes e personagens de desenhos animados como persuasão. Desse modo, além de promover o consumismo exacerbado de alimentos não saudáveis, em razão da vida ocupada dos pais que optam por oferecer alimentos prontos aos seus filhos, ajuda no sedentarismo infantil, uma vez que preferem ver televisão a praticar algum esporte.

Ocasionalmente, propicia o aumento de doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas como pressão alta e diabetes tipo 2, visto que grande parte das crianças não realizam atividades físicas, favorecendo o sobrepeso onde 33% de crianças entre 5 e 9 anos estão inseridas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).  Tanto pela falta da realização de exercícios, quanto dos pais não inserirem alimentos saudáveis na vida dos filhos, a estimativa é que a obesidade atinja 11,3 milhões de crianças em 2025.

Outrossim, no documentário, várias das crianças entrevistadas não sabiam identificar o que era uma cenoura ou um tomate, mas todos reconheciam as marcas de bolachas recheadas e salgadinhos, ficando visível aos telespectadores a falta do paladar misto que deve ser oferecido nos primeiros anos de vida de qualquer bebê. Dessa forma, afeta não apenas a nutrição desequilibrada, mas também no modo como elas vão crescer, pois uma criança obesa tem 80% de chances de se tornar um adulto obeso.

Portanto, medidas necessitam ser tomadas para resolver o impasse. E para isso, os pais e as redes de ensino podem desempenhar tarefa importantes. Os pais devem oferecer alimentos nutritivos, que mesmo com a vida agitada do trabalho podem contribuir para a vida alimentar dos filhos, por meio de pratos lúdicos e divertidos, com o objetivo de incentivar o paladar infantojuvenil. Além das redes de ensino estimularem a prática de atividades físicas por meio de brincadeiras que despertem o correr e o pular das crianças a fim de reduzir o sedentarismo infantil e evitar o aumento da epidemia.