Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 20/08/2019

“O homem mais do que formador da sociedade é um produto dela”, essa frase foi dita pelo sociólogo francês Émilie Durkein, ao discutir sobre a influência social na formação de uma pessoa. Ao fazer uma analogia com a idade média, é notória a diferença nos aspectos alimentícios da época com o século XXI, uma dessas diferenças se encontravam na grande escassez de comida, porém hoje o excesso e a má gestão desses alimentos, causam uma das maiores preocupações aos agentes de saúde do país. É fundamental compreender que os mais prejudicados são as crianças, pois se não tem acesso a um abito alimentar saudável desde a infância, na fase adulta estará mais propenso ao sobrepeso e futuras doenças.

Relativo ao excesso de alimentos, cabe ressaltar que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou a porcentagem da população com sobrepeso, o número é de 50% sendo que 15% é ocupado pelo público infantil. Diante desses dados é válido se perguntar o que o Estado tem feito para a reversão desse quadro, já que é muito refletido a não ação de políticas públicas que solucione o maior causador do aparecimento de doenças cardíacas no mundo. Ao contrário de querer mudar esse cenário, as plataformas digitais usam o poder de sua influência para se promover e como alvo visam o público infantil, como exemplo oferecem brinquedos na compra de alimentos não benéficos a saúde.

Além disso, a má gestão de alimentos, acompanhado da falta de informações sobre os benefícios e os malefícios de determinadas refeições, sejam um dos encarregados por fazer com que os responsáveis pela criança opte por certa refeição. Haja vista que a falta de informações de profissionais da saúde seja um grande causador da taxa de sobrepeso do país. Esse quadro pode ser analisado a partir da citação do filósofo Jean Rousseau “A vontade geral deve emanar de todos, para ser aplicada a todos”. tal citação remete a coletividade de um certo desejo, que se aplique a toda a massa e não a metade dela.

É preciso, portanto, urgir medidas que atenuem os desafios do combate á obesidade infantil. Dessa maneira, faz-se necessário o Ministério da saúde juntamente com o Governo, implantarem um projeto de educação alimentar, que apresente formas variadas de uma alimentação saudável e atenda desde ao recém nascido ao adolescente, por meio de plataformas digitais e televisivas, com o apoio de nutricionistas e profissionais do bem-estar e saúde do ser humano, afim de minimizar os efeitos causados por influenciadores digitais no consumo de alimentos não nutritivos, oferecer mais informações à pessoas que não tem conhecimento sobre o assunto, e formar pessoas menos propensas a doenças cardiovasculares e com qualidade de vida.