Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 25/09/2019
Doces, salgadinhos, “fast foods”, refrigerantes e sorvetes são alimentos alimentos hipercalóricos que contribuem para o sobrepeso. Hodiernamente, a obesidade infantil afeta milhões de crianças e adolescentes, tornando-se um risco para a saúde, além de um grande desafio para o Brasil. Nesse contexto, deve-se analisar uma alimentação irregular associada a falta de atividades físicas, que auxiliam para o ganho de peso excessivo na infância.
Em primeira análise, é possível identificar que maus hábitos são uma das causas diretas do excesso de peso. Isso acontece porque a indústria alimentícia investe bilhões de dólares para criar alimentos ultra processados e cheio de açucares, assim atraindo e aumentando o consumo por parte do público infanto-juvenil. De acordo com o Ministério da Saúde, uma alimentação desequilibrada é a principal causa para a obesidade quando criança, além disso, segundo dados desse órgão, 13% dos meninos e 10% das meninas entre 5 e 19 anos estão obesos. Em razão disso, as crianças de hoje podem se tornar adultos doentes, logo, tal problemática é um desafio a ser superado no presente.
Outrossim, verifica-se, ainda,que a falta de exercícios físicos é um agravante para essa situação. Tal falto acontece devido a um modo de vida sedentário, no qual crianças trocam atividades esportivas por “video-games”, por celulares e por computadores. Conforme dados da OMS ( Organização Mundial de Saúde), a falta de exercícios na infância aumenta em até quatro vezes o risco de doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Logo, a obesidade é um risco evidente para a vida e saúde de todos, principalmente das crianças, que podem carregar os efeitos do sedentarismo para o restante de suas vidas.
Diante dos aspectos mencionados, fica clara a necessidade de medidas para reverter esse desafio. Portanto, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) em parceria com escolas públicas e privadas deve contratar nutricionistas para avaliar a composição dos cardápios feitos nas cantinas e lanchonetes escolares, propondo mudanças se necessário. Além disso, o Ministério da Saúde por meio de propagandas e campanhas deve reforçar a importância da prática de exercícios na primeira infância, para que o risco de doenças crônicas sejam reduzidos. Só então, o Brasil poderá superar esse desafio, além de garantir que as crianças e adolescentes cresçam de forma saudável.