Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 22/08/2019

O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado caos na sociedade, o qual se aplica à questão da obesidade infantil. Nesse sentido, nota-se a grande quantidade de crianças acima do peso no Brasil. Parte disso, deve-se às facilidades advindas da era tecnológica, que corroboram para o estado de sedentarismo. Ademais, é preciso lançar um olhar crítico a respeito das propagandas de alimentos ultraprocessados, que são um entrave para  a boa alimentação. Por isso, é de suma importância que haja medidas para reverter esse quadro.

Nesse contexto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país da América Latina com o maior número de indivíduos sedentários. Tal dado tem como uma de suas causas a praticidade decorrente da tecnologia. A exemplo, tem-se os computadores, que com uma gama de sites de entretenimentos e jogos tornam as crianças dependentes desse tipo de diversão. Com isso, as pessoas deixam de se movimentar e passam horas sentadas em frente a seus aparelhos. Ademais, vale ressaltar que a escola tem papel fundamental para alterar essa situação, pois, por intermédio de um modelo educacional mais ativo fisicamente, pode-se estimular o prazer pela atividade física. Assim, gradualmente, poderá combater a obesidade em crianças.

Nesse viés, cabe salientar a respeito das propagandas da indústria alimentícia, que persuadem crianças a desejarem Fast-Food, ao oferecer brindes e disseminar a imagem de algo saudável. Não raro, o paladar infantil torna-se escravizado por esse tipo de comida, o que contribui para a dificuldade de inserção de uma dieta rica em alimentos essenciais, como frutas e verduras. Além disso, as dificuldades de tempo impostas pelo cotidiano fazem com que seja mais prático alimentar esses menores com refeições ultraprocessadas. Desse modo, é preciso mudanças no que tange a propagandas e forma de alimentação.

Portanto, faz-se necessário que o Estado atue por meio do MEC, ao atualizar a forma de ensino, tornando as aulas mais dinâmicas. Como, por exemplo, responder as questões em sala de aula de maneira lúdica, ao incentivar o aluno a movimentar-se enquanto responde as atividades, retirando-os da zona de conforto. De tal maneira, que praticar exercícios físicos torne-se natural. Somado a isso, é primordial que haja debates e palestras -direcionadas aos responsáveis e estudantes- nas escolas que mostrem os benefícios da boa alimentação. Além de campanhas do Ministério da Saúde, que através de nutricionistas veicule nas mídias dicas aos pais para conciliar rotina e alimentação de qualidade. Sendo importante, também, que o CONAR fiscalize de forma mais rigorosa as propagandas voltadas às crianças. Com isso, paulatinamente, conseguir-se-à combater a obesidade infantil.