Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 26/08/2019

Em meados do século 20, ocorreu a Revolução Verde que consistiu na abertura do capital econômico brasileiro o que facilitou a entrada de grandes multinacionais de comidas, como redes de “fast-foods”, e alterou de maneira exponencial os hábitos alimentares. Nesse sentido, hodiernamente tem-se a obesidade infantil como reflexo de um país não desenvolvido, consequência da falta de incentivo escolar bem como do cotidiano alimentar no campo familiar.

A priori, pontua-se sobre a baixa estrutura pública educacional na questão alimentar do corpo estudantil, já que não fomenta artifícios para conseguir equilibrar a dieta dos estudantes. Tal fato, se correlaciona com pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo (USP), que afirmavam que apenas 9% dos institutos educacionais públicos realizam pelo menos uma vez por semana ações com alimentos saudáveis. Desse modo, fica nítido o descaso dos órgãos públicos com os alunos da rede pública de ensino, uma vez que não dispõe ao corpo discente profissionais alimentares, como nutricionistas, para auxiliar tanto os estudantes na rotina alimentar fora do âmbito escolar, quanto as cozinheiras das escolas para conseguir incluir no cardápio estudantil alimentos de base saudável e, por conseguinte, fornecer aos menores uma alimentação rica naturalmente e menos gordurosa como a presente em salgados fritos e refrigerantes ácidos.

Outrossim, tem-se o cotidiano alimentar no campo familiar como um dos colaboradores para extensão da problemática, haja vista que a rotina de consumo de alimentos gordurosos e rápidos, como sanduíches e pizza, corroboram o aumento de crianças obesas precocemente no Brasil. Nesse âmbito, os responsáveis que fornecem esses alimentos aos seus filhos, desrespeitam a Constituição Federal de 1988, que assegura as crianças a uma alimentação saudável em casa e a escola. Todavia, a irresponsabilidade parental priva os juvenis desse direito, já que por possuírem uma carga horária reduzida, devido ao trabalho integral, os pais optam por comidas mais rápidas e com maior teor calórico e que geralmente os filhos também preferem, como sorvetes, pizza e massas. Ademais, tais ações deixam o menor desalentado e tendencioso ao sedentarismo e obesidade devido ao consumo diário.

Portanto, para conseguir reduzir o índice de obesidade na infância, é necessário que o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde devem elaborar programas que implementem no cardápio dos estudantes um alimentação mais saudável. além disso, haverá a promoção de profissionais da área, como nutricionistas, para auxiliar os estudantes sobre sua alimentação diária. Estes programas serão financiadas por parcerias com instituições privadas, com o fito de fornecer as estudantes uma melhor qualidade de vida e, por consequência promover o bem-estar social.