Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 27/08/2019
A medida que o capitalismo se efetivou como um sistema homogêneo em nível mundial, esse proporcionou transformações sociais as quais desencadearam mudanças no estilo de vida, ainda presentes no século XXI. Nesse aspecto, o enfraquecimento das relações sociais e a hipervalorização do tempo, marcas do regime na sociedade, afeta diretamente a alimentação do indivíduo causando impactos na saúde brasileira com o aumento de casos de obesidade infantil no país.
Antes de tudo, cabe mencionar que mudanças comportamentais nas crianças são um dos principais desafios no combate à temática. A esse respeito, a BBC Brasil indiciou que se o país continuar com o ritmo atual, é possível que, até 2025, o Brasil tenha 11,3 milhões de crianças obesas. Sob esse viés, a prevalência desse dado está estritamente relacionada com mudanças no estilo de vida dos jovens, uma vez que, contemporaneamente, as principais formas de entretenimento de crianças e adolescentes resumem-se a mais tempo frente à televisão e jogos de computadores/celulares, invés de atividades que estimulem o metabolismo. Desse modo, sem que haja a firmação de práticas que desprenda os indivíduos do sedentarismo, o país corre risco da efetividade da estimativa supracitada.
Ademais, de acordo com o Ministério da Saúde (MS), uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade está com excesso de peso, e 8,4% dos adolescentes são obesos. Sob esse viés, a confirmação desses dados é, sobretudo, fruto da supervalorização dos pais em oferecer aos filhos comidas ricas em açucares, carboidratos e calorias, pois, além de ser tidas como mais saborosas, são de mais fácil acesso e otimizam o tempo do consumidor, como comidas congeladas e as provindas de redes fast-food. De maneira que, o fortalecimento deste modo de agir, solidifica uma sociedade epicurista, a qual eleva o sentido do prazer como objetivo imediato da ação humana, provocando, assim, uma maior suscetibilidade de doenças no meio, como hipertensão, bulimia e baixa auto-estima.
Portanto, ao considerar que os impactos se estendem à adolescência e vida adulta, é preciso alternativas que combatam a obesidade infantil. Cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação investir em programas de incetivo, em que, por intermédio de palestras de profissionais da área dirigidas aos pais de alunos, busque maneiras efetivas de estimular a atividade física espontânea e alimentação saudável, incorporando uma mudança no estilo de vida da criança e da família. Além disso, os municípios, através de suas respectivas prefeituras, deverá criar dias de conscientização, por via do recrutamento de educadores físicos, para difundir diferentes exercícios e esportes de modo a combater o estabelecimento do sedentarismo e eclosão de doenças. Com isso, espera-se que um estilo de vida saudável seja estabelecido e a obesidade infantil amenizada.