Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 03/09/2019

No anime japonês Naruto, o personagem Naruto Uzumaki está sempre em boa forma física, disposto a batalhar e salvar a aldeia da Vila da folha. Em contrapartida, Choji Akimichi, um jovem gordo da aldeia, está sempre indisposto e com medo na hora da luta. Fora da ficção, 7,5% das crianças menores de 5 anos estão acima do peso, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Nesse sentido, é premente analisar o principal causador, assim como, a consequência para o futuro deles: consumo de alimentos com alto teor calórico e desenvolvimento de inúmeras doenças, respectivamente.

Em primeira análise, é licito postular que o consumo de comidas industrializadas é um fator expressivo no aumento da obesidade infantil. De acordo com um estudo publicado na Revista Nature Neuroscience, os alimentos industrializados estimulam a produção de dopamina, neurotransmissor relacionado à sensação de prazer, o que acarreta no comportamento compulsório e no ganho de peso, consequentemente. Ainda, a exposição a esses está cada vez mais precoce, como evidencia a música “Geração Coca Cola” do Legião Urbana: “Nos empurraram com os enlatados dos USA/ Desde pequenos nós comemos lixo”. Nesse contexto, é notória a necessidade fragmentação desse comportamento.

Faz-se mister, ainda, salientar os problemas advindos do sobrepeso. Desde a pré-história corpos mais volumosos era referência de beleza e fertilidade. Hodiernamente, sabe-se que tal cenário está relacionado com inúmeras enfermidades. De acordo com a Federação Mundial de Obesidade, o crescente nível de ganho exacerbado de peso entre crianças e adultos coloca a saúde desse público em perigo imediato. Estimativa da organização aponta que, em 2025, 150 mil jovens no Brasil desenvolverão diabetes tipo 2, enquanto 1 milhão terão pressão arterial elevada e cerca de 1,4 milhões sofrerão com gordura no fígado. Desse modo, é possível observar a necessidade da prevenção a fim de evitar problemas futuros.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas aptas a gerar uma qualidade de vida melhor aos futuros adultos. Logo, urge que o Ministério da Saúde, em parceria com os Centros Educacionais Unificados (CEU´s) , por meio da maior parcela de tributos destinados a essa causa, desenvolva programas interativos com pais e filhos aos finais de semana com o intuito de ensiná-los a comer de forma mais saudável e responsável e , por conseguinte, melhorar o quadro atual. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria público privada com instituições esportivas, através de incentivos fiscais a esses, inclua projetos em escolas durante o ano letivo e férias, com o objetivo de incentivar a pratica de esportes, acabar com a obesidade e prevenir doenças . Dessa forma, será possível caminhar para uma sociedade sem novos Chonji.