Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 28/09/2019
Com a Primeira Revolução Industrial, no século XVIII, tem-se a mudança radical na cultura de produção e consumo, de modo a incluir também a indústria alimentícia. Em virtude disso, alimentos ultraprocessados geram, de acordo com a OMS, um dos maiores problemas de saúde: a obesidade infantil. No Brasil, com o advento da globalização dessa cultura, instala-se a problemática. Ademais, a precoce sedentarização de crianças fomenta não só a obesidade, bem como doenças.
Em princípio, a mudança na paisagem alimentar brasileira introduz o empecilho, uma vez que a alimentação tradicional de arroz, feijão e proteína, rica em nutrientes é substituída por uma pobre, industrializada e ultraprocessada, como “fast foods”, salgadinhos e bolachas. Além disso, esses alimentos possuem fortes atrativos, como adoçantes e conservantes, que escravizam o paladar, de modo a acostuma-lo e fazer com que a criança prefira o alimento industrializado ao natural.
Em segundo plano, a sedentarização precoce, causada principalmente pela a introdução da tecnologia na rotina das crianças, fomenta não só a obesidade infantil, mas também colabora para a maior incidência de problemas de saúde, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Dessa forma, se não combatidos os hábitos alimentícios e sedentários na infância, adultos doentes e obesos serão comuns.
Portando, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde e o Governo Federal devem realizar palestras semestrais com nutricionistas e oficinas de esporte semanais em escolas públicas, introduzindo o conhecimento sobre uma alimentação saudável e incentivando a prática de exercícios físicos à crianças e adolescentes, de modo a combater os hábitos alimentícios e sedentários dos mesmos.