Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 05/09/2019

Promulgada pela Organização das Nações Unidas, em meados do século XX, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, teoricamente, garante a todos os indivíduos o acesso à saúde e ao bem-estar social. No Brasil, entretanto, a má alimentação realizada pelas crianças, associada à precária prática de exercícios físicos são desafios para o combate da obesidade infantil. Portanto, é imprescindível a discussão acerca das causas e de uma possível medida para atenuar tal impasse.

Mormente, com a vitória capitalista na Guerra Fria, em 1991, a sociedade foi modificada economicamente, o que corroborou, também, em alterações no âmbito nutricional. Nesse contexto, as pessoas começaram a disponibilizar maior parte do seu tempo ao trabalho e deixaram a questão alimentar em segundo plano. Fato esse que prejudicou a saúde das crianças, pois houve um aumento exorbitante no consumo de ultraprocessados, como salgadinhos, macarrão instantâneo e outros alimentos pobres em substâncias necessárias ao corpo humano e ricos em elementos nocivos. Por isso, é inadmissível que um país dito democrático negligencie a presença desses insumos no mercado.

Em segunda análise, a falta de atividades físicas influencia negativamente na permanência da obesidade infantil, visto que é de suma importância para manter boa saúde e gastar a energia acumulada em forma de gordura. De acordo com pesquisa publicada pelo portal de notícias G1, 45% das crianças brasileiras estão com excesso de peso em decorrência da escassez na prática de esportes. Sob esse aspecto, urgem soluções para contornar os desafios e reduzir a incidência de sobrepeso entre indivíduos com idade menor ou igual a 10 anos.

Diante disso, a Mídia, importante formadora de opinião, deve informar melhor a população sobre os riscos relacionados à gordura elevada, por meio de divulgação eficaz dos dados estatísticos sobre esse entrave e entrevistas com profissionais no assunto para que auxiliem os demais a evitá-lo. Com isso, a comunidade terá maior visão crítica e optará por fornecer uma alimentação saudável a seus filhos. Ademais, o Governo Federal precisa fiscalizar as empresas que comercializam produtos industrializados e, além disso, criar leis que limitam o uso de substâncias tóxicas ao organismo, dessa forma, amenizará a presença desses alimentos na sociedade e influenciará menos as crianças.