Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 30/09/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante a todos uma alimentação adequada e o fácil acesso às atividades físicas. Conquanto, a obesidade no Brasil ainda é uma problemática. Isso se evidencia não só pelos maus hábitos familiares, como também pela influência do consumismo compulsivo.

Primeiramente, um novo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que a obesidade entre crianças e adolescentes aumentou dez vezes em quatro décadas. Tal dado faz-se alarmante, posto que o uso habitual de alimentos industrializados vem aumentando consideravelmente. Ademais, os costumes da alimentação entre os parentes afetam diretamente para a incidência dessa doença, uma vez que o indivíduo é fruto do ambiente em que vive. Sendo assim, torna-se inadmissível que os responsáveis não se preocupem com a saúde de seus familiares.

Outrossim, o capitalismo como um incentivador para o consumo descontrolado é um fator estarrecedor, visto que, com a globalização e a facilidade de ter alimentos processados no dia a dia, a nutrição saudável fica em segundo plano. Consoante ao filósofo Francis Bacon, “um corpo sadio é um quarto de hóspedes para a alma”. Entretanto, essa relação corpo-alma proposta é quebrada quando a população deixa de ter uma vida vigorosa e entrega suas refeições para grandes empresas alimentícias.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Urge que o Estado, mediante redirecionamento de verbas ao Ministério da Saúde, adjunto do Ministério da Educação, planeje e desenvolva projetos para diminuir as taxas de obesos e sedentários, além de incentivar, por meio da mídia e das escolas, uma vivência mais sadia e núcleos de debates acerca do assunto, com o intuito de ter cidadãos ativos e que cuidam da sua vitalidade como prioridade. Dessa forma, com base no equilíbrio sugerido por Francis Bacon, a sociedade poder-se-á construir um lar para seu corpo e alma.