Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 15/09/2019
O cultivo de frutas e verduras permitiu ao homem pré-histórico a fixação em uma região, deixando de ser nômade. Com isso, houve notório desenvolvimento da espécie humana, ocasionado pela melhoria da qualidade de vida. No entanto, no cenário atual, há desafios para combater a obesidade infantil, em virtude da publicidade de alimentos e do avanço tecnológico.
Primeiramente, as crianças são as mais afetadas pelas propagandas cada vez mais atraentes dos “fast foods”. Seguindo esse viés, percebe-se que a cada dia a mídia bombardeia a todos com seu marketing alimentício, apresentando guloseimas que aparentemente são suculentas e nutritivas. Desse modo, as crianças, em especial, pela sua baixa capacidade de discernimento, acreditam que o hambúrguer do McDonald’s, por exemplo, é a melhor refeição que ela poderá ter. Porém, esse tipo de alimento é altamente calórico e gorduroso, fato que contribui para o aumento de peso e possível desencadeamento de doenças, como hipertensão e colesterol alto.
Em segunda análise, a tecnologia proporciona maior comodismo. Nesse contexto, a partir da Revolução Industrial, principalmente, vários mecanismos foram desenvolvidos para facilitar a vida das pessoas, a exemplo dos aplicativos em que é possível pedir lanche sem mesmo sair de casa. Essa prática, aliada ao uso de aparelhos eletrônicos, como celular e video-game, auxilia a formação de crianças sedentárias que, por sua vez, tornam-se obesas e podem sofrer graves danos psicológicos, em função do bullying sofrido na escola.
Infere-se, portanto, que a obesidade infantil é um problema que precisa ser superado. Urge, dessa forma, que o Governo Federal fiscalize a qualidade das propagandas alimentícias, pois algumas possuem discursos e informações incompatíveis com a realidade, por meio do monitoramento dessas em redes sociais e em meios de comunicação de massa, a fim de reduzir a obesidade infantil. Destarte, será possível construir uma sociedade mais saudável.