Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 12/09/2019
Um estudo apresentado no 5º Congresso Internacional de Atividade Física e Saúde Pública, em 2015, mostrou que, em média, 39% das crianças estão acima do peso no mundo inteiro. Desse modo, diante de tantos problemas pertinentes na sociedade, é perceptível que há um aumento constante nos índices de obesidade infantil. Posto isto, sabe-se, hoje, que a obesidade pode significar um risco ao bom funcionamento do corpo, principalmente dos indivíduos que estão em fase de crescimento, como é o caso das crianças. Nesse contexto, deve-se analisar como os maus hábitos alimentares e o sedentarismo influenciam a problemática em questão.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que os maus hábitos alimentares são as principais causas do problema. Isso acontece porque, os pais por enfrentarem várias complicações decorrentes da vida moderna não se preocupam o suficiente com a alimentação dos filhos. Sendo assim, é uma geração de mães e pais que trabalham muito, que chegam em casa e não têm tempo de cozinhar e terminam oferecendo alimentos prontos, mais baratos e com alto teor calórico para as crianças.
Em segundo lugar, o sedentarismo também tem um papel decisivo nos quilos a mais. Isso ocorre pois, os avanços tecnológicos e a comodidade dos brinquedos eletrônicos faz com que crianças prefiram ficar em frente uma tela ao invés de brincar ao ar livre. Em consequência disso, temos crianças que praticam pouca ou nenhuma atividade física, resultando assim, em quadros de obesidade infantil.
Diante dos fatos supracitados, fazem-se necessárias medidas para resolver a problemática. Dessa forma, o Ministério da Educação deve promover o incentivo a uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos, por meio de palestras e debates direcionados aos pais, a fim de os ajudarem a lidar com a questão dentro de casa. Ademais, as escolas devem organizar atividades lúdicas, por intermédio de gincanas e brincadeiras de roda, saltar corda, bambolê, amarelinha, pega-pega, com o fito de combater o sedentarismo e criar um limite com a tecnologia para a criança. Dessa forma, será possível construir uma geração mais saudável.