Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 12/09/2019
Contemporaneamente, a facilidade oferecida pelos supermercados e lanchonetes em comprar alimentos não saudáveis acarreta riscos para a saúde, em especial, das crianças. Esse infortúnio é incentivado, ora pela facilidade em adquirir alimentos gordurosos e ricos em sal e açúcar, ora pelo preço mais acessível e praticidade em comê-los, os quais, são prejudiciais, promovendo assim, dietas desbalanceadas que afetam negativamente a saúde das crianças. Logo, remediar tal problemática é imprescindível.
Em primeiro lugar, é importante destacar o crescente número de crianças com excesso de peso no Brasil. Segundo os dados do Ministério da Saúde, uma em cada três crianças brasileiras de 5 e 9 anos de idade está com excesso de peso. Essa é uma realidade preocupante e que exige a atenção dos setores de saúde, educação e ampla divulgação nos veículos de comunicação, para a conscientização dos pais ou responsáveis que fornecem alimentação às crianças. A venda de alimentos não saudáveis nas escolas, como salgados gordurosos, doces e salgadinhos devem ser desmotivados, na tentativa de prestar o exemplo e diminuir a má alimentação das crianças, substituindo esses por frutas e alimentos orgânicos acessíveis.
Por conseguinte, crianças com dietas desbalanceadas e por consequência, com excesso de peso, possuem alto risco de desenvolver problemas cardíacos e diabetes e, portanto, comprometendo a saúde das mesmas, ratificando assim, a importância da educação alimentar. Nesse sentido, é necessário prevenir desde a infância, os excessos da má alimentação, a fim de desenvolver futuros adultos saudáveis e, enfim, a redução de demandas financeiras na área da saúde, por exemplo.
Portanto, é fundamental que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para o combate à obesidade infantil, urge que o Ministério da educação crie, através de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas mídias sociais e veículos de notícias, a respeito da obesidade infantil e os riscos associados em uma dieta desbalanceada. Simultaneamente, promover o incentivo de atividades físicas através de professores de educação física e construção de quadras poliesportivas em colégios públicos, a fim de melhorar a condição física das crianças. Urge também que o Ministério da Saúde ofereça apoio às crianças com obesidade, através da viabilização de nutricionistas e nutrólogos capacitados e que hajam visitas periódicas desses profissionais nas escolas. Nessa perspectiva, os desafios do combate à obesidade infantil será assertiva e garantirá saúde e dignidade aos cidadãos brasileiros.