Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 15/10/2020
No filme “Wall-e” é possível perceber uma sociedade distópica que se encontra em completo estado de obesidade, desde crianças à adultos. Nesse sentido, consoante a ficção, a realidade brasileira revela um grave problema de obesidade infantil, causada tanto pela ineficácia de políticas públicas relacionadas a melhora da nutrição infantil, quanto pela liberdade de acesso a produtos hipercalóricos impulsionados pela família. Logo, é imprescindível mudar esse preocupante cenário.
Em primeiro lugar, é preciso considerar a existência de diferentes motivos que explicam essa situação. Pode-se pensar, por exemplo, na emancipação feminina após a revolução industrial e seus efeitos para a alimentação da população, uma vez que a praticidade e o baixo custo eram o objetivo principal das famílias. Nesse contexto, têm-se o aumento no consumo de produtos industrializados e, também, de fast-foods. Esse fator, juntamente com a falta de regulação dos alimentos vendidos nas Escolas, é preocupante pois as crianças no momento da compra do lanche optam por guloseimas em detrimento de alimentos saudáveis. A preferência das crianças é óbvia, uma vez que o estímulo visual das cores das embalagens e o sabor delas é mais atrativo do que, por exemplo, o verde dos legumes.
Ademais, deve-se considerar que a obesidade é causada pelo excesso de calorias ingeridas e não consumidas diariamente. Isso, em nível biológico, significa que o ciclo de krebs é desviado e faz com que este passe a estocar a glicose em forma de gordura. Somado a isso, o hormônio do crescimento (GH) presente na infância diminui a ação da insulina, o que aumenta a quantidade de glicose não consumida no sangue e predispõe à diabetes. Outrossim, o abuso de sódio corrobora para o desequilíbrio osmótico sanguíneo, elevando a pressão intravascular. Dessa forma, a obesidade infantil predispõe ao aumento de diversas doenças metabólicas que consequentemente influenciarão na vida adulta e prejudicarão a qualidade de vida destes.
Portanto, é míster a atuação do Ministério da Saúde em informar as famílias sobre os perigos da obesidade infantil e como evitar. Para tanto, deveriam ser feitas gincanas nas escolas sobre como conciliar alimentação saudável, preço e funcionalidade, convidando pais, mães e filhos(as). Também seria interessante disponilizar nutricionistas nas escolas, para que seja possível traçar um plano individual de alimentação para evitar o sobrepeso. Por fim, é dever do Senado proibir a venda de guloseimas nas cantinas em todo o país, para evitar estimular negativamente o paladar da crianças e focar em tornar a alimentação mais saudável.
deve-se considerar que a obesidade é causada pelo excesso de calorias ingeridas e não consumidas diariamente. Isso, em nível biológico, significa que o ciclo de krebs é desviado e faz com que este, ao invés de estocar apenas glicose em forma de energia, passe a estocar em forma de gordura. Além disso, o hormônio do crescimento (GH) presente na infância diminui a ação da insulina, o que aumenta a quantidade de glicose não consumida no sangue e predispõe à diabetes. Ademais, o abuso de sódio advindo de alimentos industrializados corrobora para o desequilíbrio osmótico sanguíneo, elevando a pressão intravascular.